Purviance, Chaplin, cinema e solidão
  2008 - 4 anos de Purviance

Pois é. 4 anos resolvi fazer uma homenagem a Edna Purviance, e batizei meu blog sobre cinema com o nome dela. E a homenagem estendeu-se a todos os que fizeram do cinema essa arte que nos acompanha até hoje. Aqui aprendo sempre que publico algo. Eu entendo pouco sobre cinema, e busco sempre a informação, seja em livros ou pela net. Mas tudo muda, mudamos nós, a vida, o mundo. O Purviance vem mudando também, verifico isso porque revi todas (sim, todas) as matérias aqui publicadas. E vi o quanto tenho aprendido nesse tempo todo. Agradeço a todos os que aqui estiveram durante esse período, agradeço aos que chegam, agradeço ao meu mais novo colaborador Ricardo Steil, parceirinho novo, mas que tem uma afinidade tamanha com o nosso propósito. Ele estará comigo no novo Purviance, que agora muda de casa, e vai para o endereço abaixo:



E é lá que espero vcs a partir de agora.

http://purviance13.blogspot.com/



Escrito por Carla Marinho às 18h16
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  recesso

O purviance entra em recesso. Volta em 2008 com novidades. AGUARDEM!!!

Escrito por Carla Marinho às 10h42
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  30 anos sem Chaplin

MATEO SANCHO CARDIEL
da Efe

"A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe", dizia Charles Chaplin, e 30 anos após sua morte, ainda não há distância suficiente para explicar a dramática trajetória de vida de um dos maiores gênios do humor.

"Este é um momento muito emocionante para mim e as palavras parecem fúteis. Só posso dizer 'obrigado' pela honra de ter sido convidado. Vocês são maravilhosos", disse Chaplin, em lágrimas, quando Hollywood o homenageou em 1972 com um Oscar honorário.

Chaplin não fez nem ao menos uma crítica ao mundo que o vetou politicamente durante a "caça às bruxas"; era seu retorno após 20 anos de exílio na Europa, e só agradeceu o reconhecimento e o afeto, embora tenha voltado a desprezar a palavra, cuja chegada ao cinema nunca encarou de maneira muito confortável.
Divulgação
Charles Chaplin morreu há 30 anos, no dia 25 de dezembro de 1977
Charles Chaplin morreu há 30 anos, no dia 25 de dezembro de 1977

"As palavras são poucas. A maior coisa que se pode dizer com elas é 'elefante'", ironizava, tanto que não recorreu a elas até 1935, com "Tempos Modernos" --embora todos falassem no filme, menos ele.

Nascido em Londres no ano de 1889, o pequeno Charles Spencer Chaplin decidiu ser comediante quando, durante uma doença que o manteve de cama por semanas, sua mãe representava o que acontecia na rua para entretê-lo.

De origem muito pobre, a infância britânica de Chaplin foi digna dos mais desesperançados relatos de Charles Dickens e retratada por ele mesmo de maneira indireta no magistral "O Garoto" (1921).

E o que fez Chaplin ser mestre da comédia foi, provavelmente, seu profundo conhecimento do drama e das emoções de sua própria vida, que ficaram registradas em uma filmografia marcada por crianças, por uma cega em "Luzes da Cidade" (1931) e, claro, pelo desamparo de seu imortal vagabundo Carlitos.

Em 1912, o ator se mudou para os Estados Unidos; em 1918, fundou seu próprio estúdio, e sua crescente popularidade --foi o primeiro ator a ser capa da revista "Time", em 1925-- o tornou o maior ícone do cinema mudo.

Mas sua mente atormentada e sua complexa personalidade encontraram inimigos em pouco tempo: os britânicos, por o considerarem traidor, e a crítica, principalmente anos mais tarde, por ofuscar outros fenômenos cômicos da época como Harold Lloyd e Buster Keaton.

Bertrand Tavernier e Jean-Pierre Coursodon escreveram em sua enciclopédia crítica "50 Ans de Cinéma Américain" ("50 Anos de Cinema Americano") que "o lacrimoso humanismo, o tom de choramingação e às vezes de masoquismo (de Chaplin) costumam aliar-se a um simplismo mais que irritante".

A tudo isso, os autores acrescentaram a fama de intratável de Chaplin: "Como todos os megalômanos, desprezava tudo o que não tivesse sido criado por ele mesmo (fotografia, cenografia). Em vez de se servir desses elementos, os considerava como outros tantos obstáculos que estavam entre ele e sua criação".

Por isso, suas obras mais amargas parecem mais distantes do encantamento do chapéu, do bigode e dos sapatos grandes de filmes como "Em Busca do Ouro" (1925). Nelas, captou o comediante obscuro e a incompreensão pessoal e ideológica à qual a opinião pública americana o submeteu.

Assim, "Monsieur Verdoux'"(1947) --a última aparição de Charlot-- e "Luzes da Ribalta" (1952) retomaram a sua filmografia enquanto se revelavam os segredos polêmicos e trágicos do gênio que, ao promover esta última produção no Reino Unido, não pôde voltar aos EUA.

Suas inclinações políticas se chocaram contra o Comitê de Atividades Antiamericanas --que enxergou conteúdos comunistas em "Tempos Modernos" e "O Grande Ditador" (1940)-- e seus casamentos, sempre com mulheres bem mais novas do que ele, o tornaram persona non grata para a moral da época.

A biografia "Tramp: The Life of Charlie Chaplin" ("Vagabundo: A Vida de Charlie Chaplin"), de Joyce Milton, garante que o escritor Vladimir Nabokov se inspirou nele para criar sua obra-prima "Lolita".

Chaplin rodou na Inglaterra "Um Rei em Nova York" (1957) e "A Condessa de Hong Kong" (1967), fracasso de crítica e público.

Hollywood reparou seu erro na década de setenta e, além da citada homenagem honorária, deu a Chaplin um novo prêmio pela música que ele compôs para "Luzes da Ribalta", que nunca havia estreado em Los Angeles até então.

Chaplin morreu enquanto dormia aos 88 anos na madrugada de 25 de dezembro de 1977, na localidade suíça de Vevey, mas seu corpo ainda sofreu um último revés tragicômico: foi roubado do cemitério local em março de 1978 e só foi encontrado pela Polícia mais de dois meses depois.

Escrito por Carla Marinho às 06h35
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  Materia minha no site Adoro Cinema

Gente,

Tá no ar a matéria especial que eu fiz sobre Chaplin no site Adoro Cinema.com. Gostaria que vcs dessem uma olhada, comentassem diretamente no site, pq dependendo da receptividade pode virar uma coluna fixa!

http://www.adorocinema.com/colunas/coluna.asp?codigo=489

É isso aí!



Escrito por Carla Marinho às 10h21
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  CHAPLIN: UM CLÁSSICO DA ERA CONTEMPORÂNEA

       Todo aquele que um dia aventurou-se em escrever — romances ou contos —, sabe que, o mais difícil não vem a ser o enredo, técnicas, diálogos a serem utilizados, e sim, a criação do personagem (traços físicos, comportamentais).

       De modo que, se criar um personagem vem a ser o desafio, quanto mais recriar Charles Chaplin, uma das figuras mais importantes do século passado — conforme a revista ISTO É 1000 Personalidades do Século XX (Edição Colecionador) —, amado e admirado por milhares; contar sua história desde a infância até o momento em que, o GÊNIO — sim, com letras maiúsculas, sem sombra de dúvida —, recebe um Oscar Especial.

       Para lembrar: O Aviador (The Aviator, 2004), outro clássico do cinema contemporâneo, que possui diálogos fenomenais, e momento melhores ainda, não escapou da saraivada de críticas negativas — por parte de alguns, lá fora —, pois, ocultou a homossexualidade de Howard Hughes.

       Desafio? Retiro o que disse. Isto é algo maior, bem maior.

       Os roteiristas William Boyd, Bryan Forbes e William Goldman, mais o diretor Richard Attenborough, tinham noção disso, quando resolveram filmar Chaplin, 1992.

       Durante muito tempo, esmiuçaram a biografia escrita por David Robinson. Logo mais, procuraram John Barry, no intuito de obter junto a este a trilha sonora (perfeita). Os figurinos estiveram a encargo de Ellen Mirojnick e John Mollo.

       Com tudo isto nas mãos, faltava o ator principal. Robert John Downey Jr (que atualmente está em Zodíaco, 2007), encarnou o mestre. E por muitas vezes, faz-nos crer que, diante da grande tela, Carlitos vivo está novamente.

       Do fundo do meu coração, a película está entre as melhores da cinebiografia. Nada escapa — da já comentada infância miserável, tendo uma mãe com distúrbios mentais —, aos escândalos amorosos, perseguições políticas, e claro, como muitos de seus clássicos vieram a surgir.

      Cenas antológicas mostrando as situações que levaram Chaplin a criar, por exemplo, a dança dos pães de Em Busca do Ouro, são nos apresentadas com um realismo fenomenal!

       E muito mais, os conflitos ideológicos com Mary Pickford, a amizade com Douglas Fairbanks — ou seja, seu relacionamento com a rainha e o rei de Hollywood —, sua relação com Edna Purviance — interpretada por Penelope Andrea Miller, outra aula de atuação —, e um presente para os fãs: Geraldine Chaplin, interpretando Hannah Chaplin, ou seja, sua avó no filme.

Robert sendo dirigido por Richard Attenborough

       Números? Vamos lá.

       Três indicações ao Oscar, nas categorias: Melhor Ator (Robert Downey Jr.), Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.

      Três indicações ao Globo de Ouro: Melhor Ator Drama (Robert Downey Jr.), Melhor Atriz Coadjuvante (Geraldine Chaplin) e Melhor Trilha Sonora.

       Além de ganhar o BAFTA (The British Academy of Film and Television Arts) nas categorias: Melhor Ator (Robert Downey Jr.). Veio a ser indicado também em outras três, a saber: Melhor Desenho de Produção, Melhor Maquiagem e Melhor Figurino.

       Sinceramente, me diga: depois de tudo isso, você ainda vai querer rever aquela reprise na Globo no fim de ano, ao invés de correr para a locadora?

Colaboração: Ricardo Steil — Itajaí/SC.



Escrito por Carla Marinho às 14h44
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  Indico

Movies wallpapers

Clube sessão da tarde (download de filmes e séries antigas pelo emule)

Download de fotos para impressão (quer fazer um pôster? aqui está a solução)



Escrito por Carla Marinho às 12h19
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  West Side History (Amor sublime amor)

                                      

Impiedosamente, pingos de chuva castigam o vidro da janela do escritório, ao qual, no momento, sentado estou. Frio — algo fora do tradicional, visto encontrarmo-nos em pleno verão — está.

            Gosto dos dias de chuva, do clima triste que ele provoca — é o mais próximo que tenho do inverno, quando em outra estação. O frio marcou de certa forma meu destino. Foi numa tarde fria, chuvosa, de junho, que o grande amor da minha vida partiu. Sem palavras de adeus, sem lágrimas, coisa e tal. Simples tchau, isto após, sairmos de uma sessão no cinema — no hoje, abandonado prédio da XV de Novembro.

            Éramos jovens. Ela sonhava com a carreira de medicina. Cura do câncer, salvar vidas. Muitas vidas. Eu — com uma biblioteca repleta pelos clássicos: Fitzgerald, Hemingway, Joyce, dos Passos... —, enquanto de certa forma, levado pelo movimento socialista, procurava mudar o mundo.

            Os anos, inevitavelmente transcorreram... O tempo sempre passa — não é esta a regra?

            Não mais nos vimos. Não mais nos comunicamos. Isto até, a velha película daquela tarde, nos reunir.

            Tarde ociosa aquela. Não havia escrito uma única linha — tenho um livro de contos para entregar, que não está caminhando nada bem — sequer. Dirigi-me ao shopping, a procura de algum clássico perdido.

            Inevitavelmente, entre tantos, lá estava: West Side Story (Amor, Sublime Amor), o filme daquela tarde.

            Minha trêmula mão, de encontro foi ao DVD. Todavia, outra ágil mão, alcançou-o antes, dizendo:

            — Sinto muito, este filme...

            Nossos olhos se encontraram. Era ela, novamente.

 Sinopse

             West Side Story (Amor, Sublime Amor), de 1961, é o senhor musical. Musical com “M” maiúsculo, para ser mais exato — tanto que, faturou dez estatuetas da Academia.

            Baseado no clássico Romeu e Julieta, conseguiu algo além daqueles que adaptaram a renomada peça: botou Shakespeare no chinelo.

            Duas gangues rivais — os Sharks e os Jets — enfrentam-se constantemente no intuito de possuírem para si, um território no lado pobre da cidade de Nova York.

            Ocorre que o ex-líder dos Jets, Tony (interpretado por Richard Beymer), apaixona-se perdidamente pela bela Maria (Natalie Wood — quem pode culpá-lo?), que por sinal, é irmão do líder da gangue rival.

            Maria, não resiste aos encantos de Tony. Enfim, a confusão está armada.

            O grande lance de West Side Story (Amor, Sublime Amor), é que Jerome Robbins e Robert Wise (diretores), conseguiram com uma tacada de mestre, quebrar o clima pesado que o filme poderia proporcionar. Como isto? Inserindo musicais.

            Cenas antológicas podem neste ser vistas. Só para se ter uma idéia: quando ocorre uma briga entre as gangues Sharks e Jets, o que vemos são os membros destas dando saltos, piruetas, dançando no meio da rua, fazendo coreografias — Michael Jackson teve a petulância de aproveitar-se da mesma idéia em Bad. Vocês se lembram?

            As canções também são belas. Pequenas melodias, que minutos depois, podem ser facilmente assoviadas.

            E os cenários, roupas — tudo de um bom gosto. Algo, só visto assim, em My Fair Lady, de 1964 (outro musical fora do comum).

 Le Grand Finalle

             — Deus, quanto tempo.

            — Realmente.

            — Aceitas um cappuccino?

            — Se me deixares ficar com filme.

            Conversamos muito, muito mesmo.

            No final, acabou-me presentiando com o DVD: “uma recordação, por uma tarde inesquecível”.

            Pingos de chuva massacram minha janela. E daqui eu penso — com meus grisalhos fios —, por que não poderíamos ter simulado um casamento dentro de uma loja de roupas, como Tony e Maria?

            Todo amor é mágico: na vida ou no cinema. Sempre.

 Colaboração: Ricardo Steil — Itajaí/SC.



Escrito por Carla Marinho às 10h06
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  Tyrone Power (1913 -1958)

         Tyrone Edmund Power Jr. Nasceu em Cincinnati, Ohio, em maio de 1913. Seus pais eram atores de teatro (Tyrone Power Sr. e Patia Riaume). Sua família mudou-se para a Califórnia, mas após o divórcio do casal, Tyrone, sua mãe e irmã voltaram para Ohio. Ainda criança já gostava de representar, mas até conseguir algum trabalho em Hollywood penou bastante, fazendo pequenos papéis e trabalhando principalmente no teatro.

          Finalmente em 1936 estreou na 20th Century Fox na comédia "Ladies in Love", e em menos de um ano depois já era considerado um dos principais atores da companhia. Dentre seus filmes de maior destaque, podemos citar "The mark of Zorro", "Blood and sand", Witness for the prosecution". Sua carreira foi interrompida durante a 2a guerra, onde serviu na Marinha.

          Na vida pessoal, embora tenham havidos rumores de uma possível homossexualidade, ele casou-se três vezes: A primeira com a atriz francesa Annabela (1939 a 1948), com a atriz Linda Christian (1949 a 1956), com quem teve duas filhas e por último com Debbie Ann Minardos (durante seu último ano de vida), com quem teve um filho. Teve ainda romances com Judy Garland, Lana Turner, Linda Christian,

          Quando estava filmando "Salomão e a rainha de Sabá" sofreu um súbito ataque cardíaco, morrendo logo em seguida. Curiosamente morreu da mesma forma que seu pai: Tyrone Sr. faleceu também trabalhando, só que num palco de teatro. Também como seu pai, tinha somente 44 anos. Seu funeral, seguido por milhares de fãs, durou 6 dias.

Sites:

http://www.tyrone-power.com/

http://tyforum.bravepages.com/typower.html

 



Escrito por Carla Marinho às 12h08
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  The Saturday Night Kid (1929) - ùnico Registro

          

Tenho uma certa obsessão: fotos antigas. Em especial as de Rita Hayworth e Jean Harlow.
           Gosto de — nas horas ociosas —, vislumbrar tais. Rever traços, sorrisos que divergem do espírito — Jean, lutando por ser simpática com o fotógrafo, isto, logo após a morte de Paul Bern —, luzes, sombras.
           Você sabe — creio que todos nós —, que a fotografia é a mãe do cinema. E muitas vezes, o único registro que temos algo que se perdeu.
           Rita — nossa inesquecível “Gilda” —, um pouco de sorte teve quando iniciou sua carreira na imensa tela. Os filmes, considerados eram já, como arte. Registros seus, preservados então foram.
         Jean — no entanto —, trabalhou em diversas películas — pontas aqui, outras ali. Dela vinha o sustento do lar — como coadjuvante — antes do estouro, do hoje lendário Hell’s Angel, obviamente —, nos loucos anos 20.
         Todavia, os filmes eram vistos apenas como item de entretenimento. Muita coisa — boa e ruim —, perdida foi.
         E tratando-se de Jean: longa é a lista.
         Uma dessas infelicidades tem como título: The Saturday Night Kid (1929) — produzido pela Paramout.
         Resta-nos uma fotografia, apenas — guardada a sete chaves pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
         Nela, em meio a uma porta estão: Clara Bow — a eterna It Girl —, Harlow e Jean Arthur.

                 Não há vozes, tão pouco movimentos. Contudo, paira no ar, certa magia.

                     E a esta magia damos o nome: arte.

                Colaboração: Ricardo Stell — Itajaí/SC.

** Belíssimo texto do Ricardo. Quantos de nós temos também essa mania, considerada por muitos, mórbida, de colecionar imagens de pessoas que já se foram. Mas a magia permanece. Aquele momento capturado, imortalizado. Aquele momento que sabemos ter passado, e que nos remete ao que virá também: pois nós um dia seremos apenas registro.



Escrito por Carla Marinho às 12h25
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  o milagre de Ann Sullivan

         Assisti a esse filme ainda criança. Passava na antiga Sessão da Tarde. Na minha percepção de menina, tratava-se de um filme ligeiramente assustador. Eu via como bárbara a ação de Ann ao tentar "ensinar" Helen. Eu não entendia o método, não entendia de cinema, entendia somente de ver e gostar. Mesmo sendo uma história densa, eu gostei. E brincava fechando os olhos, querendo na minha inocência ser Helen Keller...

         Há pouco tempo atrás revi o filme, e pude rever também conceitos. Ele narra a história real de Ann Sullivan (a carrasca de minha infância) na verdade é uma dedicada e corajosa professora, que com métodos nada usuais entra em confronto direto com os pais de Helen Keller, uma menina cega e surda, que tinha enormes dificuldades em comunicar-se com o mundo. A garota ficara cega subitamente, ainda bebê, devido a escarlatina. Não tendo como se comunicar, tornou-se violenta e selvagem. Aos 7 anos ocorre o encontro entre Hellen e Ann. Nada é fácil. É preciso trabalhar o que nunca foi feito antes: a comunicação entre professora e aluna (e entre aluna e mundo) é algo quase inexistente.

         O filme ganhou 2 Oscars, Melhor Atriz para Anne Bancroft (desbancando Bette Davis) e coadjuvante para a estreante Patty Duke (irretocável no papel da garota), tendo sido ainda indicado para Melhor Roteiro adaptado, figurino e diretor. Anne também faturou o BAFTA de melhor atriz estrangeira. O filme ainda foi refilmado duas vezes para a televisão (1979 e 2000), mas não assisti a nenhuma das versões posteriores. Sei que a Patty Duke interpretou Ann na versão de 1979.
Sem dúvida alguma, um filme para ver, ter e rever sempre.



Escrito por Carla Marinho às 21h53
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  The Miracle Worker (1962)

Estou escrevendo sobre esse filme. Em busca por material, encontrei o vídeo de uma das cenas mais marcantes.



Escrito por Carla Marinho às 21h28
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  The Killers

           Reviro minha videoteca. Lá estão meus filmes preferidos. Não duvido — sinceramente falando —, que a sua lista, da minha, diversa deva ser. Talvez, um ou outro ponto em comum. Talvez, nem isso.

           Passeio meus dedos por Casablanca, Grand Hotel, ...E O Vento Levou. Decido-me se, rever ou não devo, Ladrão de Casaca — Grace Kelly, em seu melhor momento, verdade —, ou quem sabe, rir não seja o melhor remédio? Bombshell, com Jean Harlow é demais. Como resistir a cena em que dois São Bernardo — enormes —, de encontro vão a célebre platinum blonde?

           Todavia, o mesmo está ainda em VHS e, volte e meia, falha, tranca... Lá vou abrir o maldito videocassete num desespero de dar dó... Melhor prosseguir.

Chaplin, tem um sorriso no rosto. Rita — sempre Rita —, vestida de preto na capa, usando luvas... Necessário faz-se citar o título do filme?

          Porém, está noite, quero algo mais. Quero trama, suspense, uma personagem superior à clássica Gilda — ao meu ver, obviamente —, que, com leve erguer dos lábios — mezzo sorriso, mezzo escárnio —, mexa com todos os homens ao redor, idem, com a platéia, quando em frente às teclas brancas/pretas do piano.

          Tal objeto dos desejos existe. A personagem chama-se Kitty Collins. O filme atende pelo título de: Os Assassinos (The Killers, 1946). A atriz — então com vinte e quatro anos —, dispensa apresentação: Ava Gardner.

          Clássico da cinematografia noir — como apresentado no documentário do gênero Vision of Light (1992) —, a película baseada num conto de Ernest Hemingway — o autor, considerava este, o retrato mais bem acabado de uma obra sua no cinema, palavras do biógrafo Carlos Backer — recebeu quatro indicações ao Oscar — melhor diretor, edição, trilha, roteiro — e, foi début de outro grande nome da sétima arte: Burt Lancaster — no papel de Ole "Sueco" Andersen, também chamado Peter Lund — um ex-boxeador que, decide não mais fugir dos seus assassinos. Isto mesmo! O personagem resolve esperar a morte, ao invés de prosseguir escondendo-se.

Sinopse:

           New Jersey City. Dois homens — contratados para matar o "Sueco" —, procuram-no em uma lanchonete. Nesta, encontra-se Nick Adams (interpretado por Phil Brown), que trabalha com Lancaster. Informados — pelo dono da espelunca — de que, o "Sueco" não irá vir àquela noite — e de que, este atende pelo nome de Peter Lund —, os mesmos partem.

          Nick procura Peter/Sueco para avisá-lo. Este, basicamente responde que não mais irá fugir, que está cansado de viver escondendo-se. Deita na cama, e espera pacientemente que acabem com sua vida. Então, o esperado ocorre. Peter/Sueco aparece morto. O que houve? Por que esperou tão tranqüilo o desfecho da sua vida?

          Entra em cena, o investigador de seguros Jim Readon (Edmond O’Brien). Sueco possuía um seguro de vida, cuja beneficiária era Mary Ellen Daugherty — interpretada por Queenie Smith, outro pilar do cinema —, uma camareira de um hotel em Atlantic City. Mary surpreende-se ao saber o outro nome pelo qual a vítima é tratada — conhecia-o apenas por Peter. Ela conta que tempos atrás, presenciara uma cena, no qual Sueco tivera um ataque de nervos, o que quase o fez dar cabo da sua própria vida.

A grande cena:

Existe uma especial no filme, quando Peter Lund, trava alguns rounds, na tela.

E quanto à belíssima Ava? Qual sua função no filme, o que ela tem haver com essa morte?

Bem, Os Assassinos, é romance policial. Seria injusto, revelar o mistério todo, não?

Colaboração: Ricardo Steil — Itajaí/SC.

Obrigada Ricardo!!!



Escrito por Carla Marinho às 17h54
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  MÁGICO DE OZ GANHA ESTRELA NA CALÇADA DA FAMA

Wizard Of OzLOS ANGELES, 22 NOV (ANSA) - Setenta anos após a estréia, os sobreviventes do elenco do musical "O Mágico de Oz" receberam hoje uma estrela na Calçada da Fama da Hollywood Boulevard (rua de Los Angeles). Sete atores das filmagens de 1939 participaram da cerimônia tardia, chegando ao local em uma carruagem puxada por cavalos. Um tapete amarelo, lembrando a estrada de tijolos amarelos do filme, os esperava, junto a uma banda.
    "Nós amamos todos vocês. Vocês nos emocionaram do fundo do coração", disse Mickey Carroll, de 88 anos. Além de Carroll, estavam presentes à cerimônia Ruth Duccini, Jerry Maren, Margaret Pellegrini, Meinhardt Raabe, Karl Slover, Clarence Swensen e o filho de Judy Garland, Joey Luft, que declarou "Estou orgulhoso por estar aqui, tão orgulhoso quanto estaria a minha mãe". Judy Garland morreu em 1969 por uma overdose de remédios.
    Para filmar "O Mágico de Oz", os membros do elenco receberam na época um pagamento de apenas US$ 125 por semana. Uma ninharia comparada às dezenas de milhões e aos percentuais sobre a arrecadação recebidos pelas estrelas de hoje. "Não importa. Aquele filme nos deu muitíssimo, crescemos com ele, 'O Mágico de Oz' não morrerá nunca", comentou Carroll. (ANSA)

Fonte



Escrito por Carla Marinho às 15h41
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  Judy's wedding day



Escrito por Carla Marinho às 14h39
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  Linda Darnell

Nasceu Monetta Eloyse Darnell em 16 de outubro de 1923, em Dallas no Texas, terceira de cinco irmãos. Aos 11 anos ela começou a trabalhar como modelo de uma loja, aos 13 fazia sua estréia como atriz em Hollywood, mas descobriram que ela mentira a idade e ela teve que retornar à sua cidade. Continuou por um bom tempo atuando em peças de teatro, até que em 1939 voltou para Hollywood.

Estrelou os filmes Blood and Sand (ao lado de Tyrone Power), Hangover Square e My Darling Clementine. Com Star Dust, alcançou o estrelato na Twentieth Century-Fox, tornando-se uma das maiores estrelas da década de 40.

Dez anos depois ela abandonava às telas, desiludida com os papéis fracos que lhe ofereciam. Ainda retornou em 1965, para atuar em "Black Spurs". Na vida pessoal casou-se três vezes: com J. Peverell Marley (1944 a 1952), Phillip Liebmann (1954 a 1955) e Merle Roy Robertson (1957 a 1962). Com o primeiro marido adotou uma criança, Charlotte Mildred Marley, sua única filha.

Em 1965, aos 41 anos, ela estava assistindo TV, quando um incêndio (causado por cigarro) alastrou-se pela casa. Linda tentou salvar um amigo (que ela não sabia já ter escapado) mas não conseguiu salvar-se: teve 80% do corpo queimado e morreu no dia seguinte.

Com Tyrone Power



Escrito por Carla Marinho às 16h02
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HISTÓRICO



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