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De família de origem austríaca, Fred Astaire nasceu em 1899, nos Estados Unidos. . Aos cinco anos já dava seus primeiros passos na dança. Com sete anos, o pequeno Frederick já dançava na vaudeville com a irmã Adele. Aos poucos ganharam fama no teatro, estreando grandes espetáculos, como “Over the top”. Por volta de 1917 começaram a conquistar a Broadway, com comédias musicais.
A carreira dessa dupla acabou quando sua Adele se casou. Asteire, que amava a dança, continuou e fez um teste para o cinema em 1923. Daí o resultado do estúdio para sua não aprovação: “não representa. Ligeiramente calvo. Dança um pouco”. Pois é, mas esse “pouco” ele consolidou ao lado de parceiras como Ginger Rogers, que fez com ele mais de dez filmes. Dizem que os dois não se davam bem atrás das telas.
Estreou no cinema em 1933 num filme de Robert Z. Leonard. Mas o sucesso só veio mesmo quando se juntou a Ginger, no filme Flying Down to Rio. Essa dupla, na década de 30 era das mais espetaculares.
Trabalhou também com Rita Hayworth, Judy Garland, Eleanor Powell, Cyd Charisse e Leslie Caron.
Era tremendamente perfeccionista, e tinha uma interpretação intuitiva de muitas canções. Filmes que ficaram imortalizadas com sua presença: “Amor de dançarina” (1933), A hora final (1959), O caminho do arco-iris (1968), dentre outros. “Inferno na torre” de 1974 lhe rendeu uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante. Mas ele já havia ganho um Oscar especial em 1949, pela sua contribuição ao cineam. Durante os anos 60 fez alguns papéis dramáticos. Em 1981 recebeu o Life Achievement Award do American Film Institute.
Na vida pessoal, Fred casou-se em 1932 com Phyllis Livingston, ficando juntos até a morte dela, em 1954. Com ela teve dois filhos. Sua segunda esposa, Robin Smith, era uma jockey profissional, com quem ele se casou em 1980. Ela era 44 anos mais jovem que ele.
O príncipe da dança faleceu em 1987.


Um filme que (ainda) não vi, mas que provavelmente verei ainda este ano. Mata Hari, produção de 1932. Um pouco da história da verdadeira:
Mata Hari (Margarete Gertrud Zelle) nasceu na Holanda, em 1876. Casou aos 17 e teve dois filhos, um morrendo ainda criança. Sofreu tremendamente com o marido, sendo traída e tendo que agüentar bebedeiras, antes de abandona-lo. A criança ficou com sua família.
Algum tempo depois ela surgiu como dançarina, muito exótica, já conhecida como Mata Hari. Tornou-se famosa entre os ricaços da Europa, dizia-se que ela mesma escolhia seus clientes. Conseqüentemente, ganhou muito dinheiro e conheceu muitos países, inclusive durante a terrível guerra. Por isso começou a ser investigada. Diz a lenda, que o serviço secreto francês pediu para que ela se infiltrasse entre os alemães, como espiã, para conseguir informações. Inexperiente, ela foi presa pelo serviço de inteligência britânica. Bem, a partir daí, acredita-se que ela tenha virado a casaca, trabalhando para o serviço secreto alemão enquanto continuava dando espetáculos de dança no mundo. A França, desconfiada de suas atividades, começou a desconfiar e a acusou de traidora. Bem, a confusão estava formada, pois agora ela teria que provar que era inocente, e jurou fazer isso aceitando ser enviada numa missão secreta a Bruxelas. Mesmo assim, ela continuava a receber ordens dos alemães. Trabalhando para os dois lados, conseguiu uma grande soma em dinheiro.
Depois de um tempo (lógico), acabou sendo descoberta pelos já apreensivos franceses, sendo presa e interrogada. Em algumas dessas interrogações confessou (?) ser mesmo espiã alemã, sendo conhecida sob o pseudônimo de H21. Ficou então conhecida como a maior espiã do século e responsável pela morte de milhares de soldados. Julgada, foi condenada à morte por fuzilamento. Jurava inocência e, já condenada, esperava a morte a cada dia. No dia em 15 de outubro de 1917 ela foi acordada às pressas, benzida e levada para a morte. Reza a lenda que ela vestia apenas uma túnica, e ao som da autorização dos tiros, tirou sua roupa, ficando nua. Bem, quanto a esse ponto, dizem que ela tinha sido enganada. Avisada que na verdade sua morte seria uma encenação e que seria libertada, teria planejado esse novo espetáculo.
Até hoje não se sabe se realmente foi uma espiã ou não. Os dossiês franceses ainda estão fechados. A dúvida ainda paira no ar. Sua imagem fascina até hoje, pela sensualidade aliada ao imprevisível.
No cinema, Greta Garbo personificou-a. Esse drama foi lançado em 1932, nos Estados Unidos, pela MGM. Além de Greta, teve no elenco Ramon Novarro, Lionel Barrymore, Lewis Stone e Katen Morley, dentre outros. Esse filme teve o orçamento de US$ 558 mil.
O filme levou milhares de pessoas aos cinemas, que se atraíram tanto pela história mas mais ainda pelo carisma da Greta. Esse filme não recebeu uma indicação ao Oscar. Infelizmente ainda não vi, mas fica a vontade de ver a musa no papel mais marcante de sua carreira.



Lana nasceu em 1920, em Wallace, com o nome de Julia Jean Mildred Francês Turner (grande, né?). Foi descoberta para o cinema muito nova, já em 1937 (no filme “As aventuras de Marco Pólo”). Logo conseguiu o estrelato, ao fazer mulheres fatais e muitas vezes promíscuas, ficando famosa como uma “platinum blonde”. Eram uma espécie de continuação de sua vida particular. Somente depois da guerra ela foi interpretar personagens mais maduros, ganhando um Oscar em “Peyton Place” (1958).
Sua vida privada (não tão privada assim) foi um verdadeiro caos. Casou-se oito vezes (duas com o mesmo marido). Uma das lendas de Hollywood dá conta que Frank Sinatra (que mantinha um romance com as duas), encontrou Lana e Ava Gardner nuas em sua cama. Bem, pode muito bem ter sido uma espécie de vingancinha das duas, ou realmente um caso de lesbianismo. O fato é que elas negaram veemente, e depois que Ava foi viver na Europa, as duas não mais se encontraram.
Mas o maior dos escândalos de sua vida aconteceu em 1958, quando sua filha Cheryl Crane, apunhalou o amante de sua mãe (Johnny Stampanato ) até a morte. Dizem que ele abusava sexualmente da garota, que acabou, num momento de desespero matando-o. Isso deu matéria para muitas páginas de revistas e tablóides de fofoca, e para livros biográficos. Recentemente eu li um livro sobre uma filha que matava o amante da mãe (que também era amante dela). A mãe era artista plástica, muito egoísta, e o autor deixava entender que ela é que era a assassina. Chamava-se “Escândalo em família”. O autor parece que era Irving Wallace. Não tenho certeza. O fato é que achei bem parecido com a história de Lana e sua filha.
Por conta dos escândalos, da imagem abalada, sua estrela foi aos poucos se apagando. Na década de 80 ainda participou de uma série televisiva de pouco sucesso “Falcon crest” e publicou algumas biografias. Faleceu em Los Angeles, de câncer na garganta, em 1995.


Simplesmente linda. Nascida em Londres, em 1932, de família riquíssima, Liz Taylor desde cedo teve aulas de balé e etiqueta. Em 1939 a família toda foi morar em Beverly Hills. Sempre chamava a atenção por onde passava, por causa da sua beleza. E, por conta disso, foi descoberta aos 10 anos por caçadores de talentos. Estreou no cinema em There’s one Born every minute (1942). Na MGM fez filmes como Lassie (1943), A mocidade é assim mesmo (1944) e Nossa vida com papai (1947). De criança prodígio passou a mulherão, em filmes como O papai da noiva (1950).
Sua vida pessoal é um capítulo à parte. Seu primeiro marido (de uma listinha admirável de 8, até o presente momento) foi Nicky Hilton, herdeiro de uma cadeia de hotéis, quando ela tinha apenas 18 anos. O segundo foi o ator Michael Wilding. O terceiro o empresário Mike Todd (na época de seus maiores sucessos, como Assim caminha a humanidade de 1956). Ficou viúva de Todd ( que morreu num desastre de avião). O próximo foi Eddie Fisher, melhor amigo do finado Todd.
Seu primeiro Oscar veio com Disque butterfield (1960), numa época em que quase morre de uma pneumonia. O seu segundo foi com Quem tem medo de Virginia Wolf? (1966).

Nos anos 60 uniu-se com Richard Burton, depois de conhece-lo em Cleópatra (1963). Talvez tenha sido mesmo o seu grande amor. Depois disso tornou-se uma viciada em drogas e remédios, tornando-se cada vez mais gorda e triste. Sua carreira, conseqüentemente, começou a cair. Depois do fim do seu casamento com o senador americano John Warner, em 1982, internou-se numa clínica de tratamento para viciados. Lá conheceu Larry Fortensky, com quem se casou. Hoje em dia é mais lembrada como amiga de Michael Jackson. Também tem se dedicado em levantar recursos para pesquisas, como contra a aids e também tem uma linha de perfumes.


Sem sombra de dúvida a dupla de comediantes mais amada de todos os tempos. Cenas inesquecíveis surgiram na pele de Oliver Hardy (o gordo) e Stan Laurel (o magro), e é fácil identificar essas duas figuras ou pelo comportamento de cada um (o gordo sempre sério, metido a saber mais, mas sempre atrapalhado e o magro eternamente desajeitado e desatento). Pareciam mesmo ser duas metades da mesma pessoa.
Stan Laurel teve o mesmo início de Chaplin, trabalhando na trupe de Fred Karno, como comediante. Ele substituía Charles no papel do bêbado. Depois disso foi convidade para o cinema, onde nos primeiros tempos chegou a fazer 75 filmes sozinho. Hardy era já então astro das primeiras comédias do cinema mudo, e não era tão gordo.
Começaram a trabalhar juntos em “Lonely dog” (1917), mas a dupla propriamente dita só surgiu em “Slipping wives” e “Putting pants on Philip” (ambos de 1927). Ganharam um Oscar por “Entrega a domicílio” de 1932.

Foram um dos poucos a se dar bem na passagem do cinema mudo para o falado, que só veio para firmar a carreira deles.
O problema é que eles eram empregados. Não fizeram como Chaplin, que o que ganhava juntava e acabou por ter sua própria companhia. Laurel e Hardy conformavam-se em ganhar os seus salários, e embora suas imagens estivessem estampadas em brinquedos, quadros, e outros objetos, não tinham participação. Infelizmente por conta disso acabaram pobres. Stan, o elemento mais criativo da parceria, morreu na extrema pobreza em 1967. Hardy morreu em 1957.

Leila nasceu no Niterói. Viveu somente 27 anos. Teve somente quatro anos de carreira e fez quatorze filmes. O suficiente para marcar sua imagem como atriz e, principalmente, como mulher. Nos anos 60, ela representava o ideal de liberdade feminina no Brasil, sempre desafiando aqueles que não aceitavam suas atitudes: dizia palavrões em público e falava abertamente sobre suas preferências sexuais. Disse certa vez que “você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra. Já aconteceu comigo”. Sua foto mais célebre foi a que posou grávida de biquíni, em 1970 (o que até hoje pode ser considerado algo chocante, como se estar grávida fosse algo anormal para certas cabecinhas desmotivadas a pensar).
O fato é que Leiluska saiu de casa cedo: aos 17 já morava com o cineasta Domingos de Oliveira (com quem trabalhou em “Todas as mulheres do mundo”). Nos quatro anos de carreira, fez 14 filmes, que fizeram da antiga professora primária, um mito. Na segunda metade dos anos 60, fez uma ponta no teatro, chamada por Cacilda Becker, e depois estreou no cinema com um pequeno papel em “O mundo alegre de Helô” (1965). Em 1966 ficou famosa com “Todas as mulheres do mundo”. Fez ainda “Edu, coração de ouro”; “O homem nu”, “Madona de Cedro” e “Corisco”. Na televisão fez algumas novelas, “O sheik agadir” e “Eu compro essa mulher”.
Casou-se com Ruy Guerra e teve sua única filha, Janaína. Quando a menina tinha 7 meses, viajou para a Austrália, para participar do Festival Internacional de Adelaide, onde promoveu o filme “Mãos vazias”, ganhando o prêmio de melhor atriz. Por sentir saudades de Janaina, antecipou seu retorno, e embarcou para a morte, no avião da Japan Airlines, que acabou explodindo perto de Nova Déli, na ìndia.
Mas ela deixou o exemplo: de mulher, de mãe devotada, de alguém que viveu espontaneamente cada momento da sua vida, como se fosse o último. E bem, como deve ser.

A história desse filme foi baseada em um personagem real, Henry Landrú (1869-1922), que foi condenado à morte na guilhotina por ter assassinado mais de 10 mulheres e seduzido outras tantas. Neste filme, Henry Verdoux, casado com um filho, utiliza-se da sedução à mulheres velhas e ricas, dando o famoso golpe do baú. Depois de casar-se com elas, e apoderar-se de seu dinheiro, Landru assassina-as e parte em busca de outras conquistas.
No início do filme, a família Couvais, preocupada com o sumiço de uma irmã, já idosa, que casou com um tal de Varnay, solicita a ajuda da polícia para encontra-la. A primeira aparição de Chaplin no filme é num jardim, cuidando das plantinhas enquanto sua esposa é assada no incinerador. Varnay, na verdade é um dos tantos nomes adotado pelo Verdoux, que já se empenha a conquistar novas presas. O que recebe, ele aplica na bolsa de valores.
Sua sorte declina quando conhece Annabella Bonheur (belissimamente interpretada por Martha Raye), que de tanta sorte que tem , não consegue ser assassinada por ele. Na verdade, boa parte do filme é dedicada às tentativas de Verdoux em livrar-se dela. Em algumas partes, a dupla é tão imbatível que torna-se um duelo à parte a interpretação dos dois. Empenhado em descobrir novos meios de matar, ele tenta “testar” um novo produto numa moça que encontra na rua, mas desiste ao saber que ela trabalha para sustentar o marido preso (lembra-se que também ele faz isso por amor).
Talvez o maior contraste da história seja principalmente o fato dos meios justificarem os fins. Na verdade, Verdoux mata para sustentar sua família (pois sua mulher é paralítica e seu filho menor). Em nome do amor que sente por ela, e por não conseguir mais trabalho devido à sua idade, ele parte em busca de conquistas, agindo de modo até certo ponto profissional. Para ele, nada mais é do que uma continuação de seu trabalho. Condenado à morte por seus crimes, o personagem fala, com o cinismo que lhe é característico, que seu erro foi ter matado pouco. E uma por vez. Porque se tivesse matado muitos, como se faz nas guerras, ele estaria sendo gloriado. Nesse ponto nos sentimos tentados a pensar que quem na verdade estava falando era o próprio Chaplin, que na juventude havia sido condenado por não querer participar da guerra.
Alguns críticos(ou psicólogos, sei lá) ainda apontam Monsier Verdoux como uma história altamente confessional de Chaplin: na verdade, Charles, na vida real também era um grande conquistador de mulheres. Não as matava, claro, mas as abandonava com a mesma rapidez com que Landru fazia com suas vítimas. Bem, comparações à parte, sabe-se que a história, na verdade, é muito velha, tendo sido uma idéia de Orson Welles. Chaplin apoderou-se dela, e simpatizando decidiu roda-la. Bem, o filme chegou a ser proibido em várias cidades, por ser considerado imoral, chegando até a haver piquetes em frente aos cinemas, de veteranos católicos que se postaram armados a fim de evitar que outras pessoas entrassem. Várias partes do filme foram cortadas, e Chaplin teve que refazer muitas cenas. Algumas personagens tiveram sua história mudada, como a garota que ele salvou da fome, que tudo leva a crer que se trataria de uma garota de programa, afinal ,o que levaria uma mulher a estar àquela hora da noite na rua, sozinha e aceitar a proposta de um homem a entrar em seus aposentos? Outra cena que foi mudada foi uma em que sua esposa o chamaria para a cama. Os sensores acharam altamente imoral e o fizeram refazer a cena com a frase “vá para a cama”. Pode?

Nesse filme, o que resta do vagabundo é tão somente os gestos, já tão predominantemente chaplinianos, provenientes da época do cinema mudo: o personagem gesticula e fala muito mais com a expressão do que com os lábios. O caso é que Charles mandou recolher esse filme dois anos depois do seu lançamento, tendo sido liberado somente muitos anos depois. Para mim um dos melhores dele, pena que pouca gente tenha visto.

Quando eu era criança, sentava-me diante da tv para assistir à sessão da tarde. E era muito comum passar filmes de Jerry Lewis. Desde cedo aprendi a gostar dele.
Ator, diretor e produtor americano, Jerry Lewis (Joseph Levitch) já cantava nos palcos, junto com os pais aos 5 anos. Seus pais cantavam e tocavam em bares. No início, Jerry trabalhou como camareiro e porteiro, também atuando em clubes noturnos.
Aos 18 anos já era um profissional, e teve sua carreira impulsionada quando conheceu Dean Martin, seu parceiro em muitos trabalhos (no cinema mais de 16). Eles faziam juntos uma dupla baseada nos contrastes: Martin sempre interpretava o seguro de si, e Lewis o descoordenado, desatento, desajeitado.
Casou-se em 1944, com Patti Palmer, de quem se divorciou em outubro de 1982. usava sua aliança de casado em muitos dos seus filmes. Teve cinco filhos e adotou mais dois. Sua segunda esposa foi SanDee Lewis.
O ano de 1946 marcou sua estréia no cinema, ao lado de Dean, com o filme “Amiga da onça” (1949). Em 1956 a dupla se desfez, quando o comediante resolve atuar sozinho (alguns dizem que ele se achava bom demais para ter que dividir as atenções co Martin). Depois disso, seus personagens (na verdade uma variação do mesmo sujeito desajeitado) seguem um tom ingênuo, de bom garoto. Já tinha enorme popularidade nos anos 60, ainda mais com filmes como “O professor aloprado” (1963), que também foi dirigido por ele, em que está impagável. Produziu a segunda versão desse filme com Eddy Murphy.
Ele muitas vezes escreveu, atuou e dirigiu seus filmes.
Em 1983 foi chamado por Martin Scosese para fazer “O rei da comédia”. O resultado foi um show de interpretação, no papel do ansioso e suado anfritião de um programa de entrevistas. Nesse filme contracenou com Robert de Niro.
Durante os anos 60 e 70 Lewis começou a trabalhar em causas beneficentes. E escreveu sua biografia “Jerry Lewis”. Nos anos 80 começou a ter problemas de saúde, com um ataque de coração, chegando a ter sido diagnosticado morto. Salvou-se milagrosamente. Continou sua carreira no cinema e na televisão. Na década de 90 trabalhou na Broadway em “Damn yankees”, e começou a se dedicar à UNICEF. Em 1998 recebeu um prêmio pela sua trajetória da Associação americana de comediantes.
Realmente ainda sinto saudades da época em que a Sessão da Tarde passava seus filmes. Eu era criança e adorava, entendia. O tipo de comédia sem malícia, gostosa de ver com toda a família, sem constrangimentos. Estou longe do puritanismo, mas há horas em que só se deseja mesmo é a diversão, e isso eu tinha quando assistia aos filmes dele. Hoje em dia não passam mais. Tenho que me contentar em lembrar-me, e aguardar sair em DVD. Os tempos passam. Mas só os bons ficam.


Anselmo Duarte é uma das mais importantes figuras do cinema brasileiro, tendo sido o primeiro do país a ganhar a Palma de Ouro com o filme “O pagados de promessas” de 1962. foi ator, diretor e roteirista.
O ator nasceu em Salto do Itu, em São Paulo, no ano de 1920. De família pobre (sua mãe era costureira), começou a trabalhar ainda criança e já tinha responsabilidades aos 8 anos. A única opção que tinha era ser operário (em sua cidade natal tinha a maior tecelagem da América do Sul e quase todos trabalhavam na fábrica). Trabalhou ainda como ajudante num cinema.
Fez sua estréia no mundo cinematográfico, ao lado de Tônia Carreiro em “Querida Suzana”, em 1947. Ainda com Tônia, ele fez o Zequinha de Abreu, no filme “Tico-tico no fubá” (1952). Foi o primeiro galã da Atlântida, estreando os primeiros sucessos da companhia.
Como diretor estreou em “Absolutamente certo”, onde trabalhou também como ator e roteirista. Em “O crime do Zé Bigorna”, reproduziu uma época áurea de 1928, com direito a imagens de filmes de Chaplin, guarda vigiando a platéia e baleiros vendendo balas, no cinema. Esse filme acabou fazendo muito sucesso na Itália e na Alemanha.

Mas seu grande marco foi mesmo “O pagador de promessas”, do qual participavam Leonardo Vilar e Norma Bengell. O filme, desacreditado por todos venceu com oito concorrentes antes de ser selecionado para representar o Brasil.
Depois do prêmio fez “Vereda em salvação”, que acabou desagradando a crítica, que dizia que o filme era ruim. O público acabou não o prestigiando. Acabou se tornando um filme maldito no Brasil.
Anselmo sempre se incomodou com o fato de ser considerado um galã, para ele isso era pejorativo, dizia até que isso era um azar, pois ele era tímido.