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Americano. Um dos maiores símbolos de todo o cinema americano. Representava o ideal de milhares de americanas. Arrancou aplausos e suspiros no filme Adorável Vagabundo, de 1936. Gary Cooper nasceu em Montana, em 1901, filho de ingleses, tendo estudado agronomia e trabalhado na fazenda antes de estrear como figurante em diversos filmes mudos. Num desse filmes conheceu Clara Bow, de quem virou amante. Além dela, namorou ainda com Marlene Dietrich e Evely Brient. Brilhou em filmes como “Os virginianos”, de 1929 (sua estréia no cinema falado) e “Marrocos” (1930), onde atuou com a Marlene Dietrich. Na década de 30 ele já era uma das maiores estrelas do cinema americano.
Em 1950 casou-se com Verônica Balfe. Juntos tiveram uma filha, Maria.
Sua interpretação em Matar ou morrer, de 1952, ao lado de Grace Kelly ficou famosa. Fez no total 95 filmes, sendo o último The naked edge, de 1961, ao lado de Deborah Kerr. Morreu de câncer, em 1960, pouco tempo depois de ganhar um Oscar especial da Academia. Tinha 60 anos.


Essa francesa, nascida em 1934, causou uma revolução no conceito de sensualidade. Em “E Deus criou a mulher” (1956) acabou por influenciar o modo de ser de milhares de mulheres do mundo. Esse foi também o primeiro filme de Brigitte, então descoberta por Vadin (com quem mais tarde se casou). Com uma imagem forte, e cujo sex-appeal baseava na mistura de sensualidade e inocência, ela conseguiu para si todos os flashes. Usava os cabelos loiros sempre despenteados, e acentuava o ar natural os lábios grossos e olhos enormes. Na moda ela popularizou as camisetas (sobretudo as pretinhas), os vestidinhos curtos e decotados, e foi uma das primeiras a assumir publicamente o uso dos biquines. Além do que acabou por desbancar as loiras fabricadas por Hollywood, pois parecia uma mulher de verdade mesmo. E não era só visual não, Brigitte sempre foi uma mulher de atitude.
Sua vida pessoal não era indiferente a isso, pois seus casos (após o divórcio com Vadin) acabaram por chamar tanto a atenção quanto sua carreira propriamente dita, com a Igreja católica demonstrando enorme desagrado com sua atitude. Casou-se ainda mais duas vezes e teve dois filhos.
Depois de se aposentar como atriz, criou uma fundação de proteção aos animais ameaçados de extinção, em 1976. em 1985 ela ganhou um prêmio da Legião de Honra da França. Dentre suas boas ações, destaca-se também a doação de jóias para aparo aos pequenos animaizinhos.
Recentemente ela foi condenada a pagar uma multa de 5mil euros, por racismo, no seu livro “Um grito no silêncio”. Nessa obra, publicada em 2003, ela fala mal de árabes, negros e clandestinos, tratando eles como se fossem bárbaros e responsáveis por atos terroristas. Mesmo assim o livro foi o mais vendido do ano.

Sobre ela:
http://www.extractando.com/entretenimiento/celebridades/Bardot_pic03_E.htm
http://www.ez-entertainment.net/Bardot_Bridgitte.htm
Nasceu em 13 de agosto de 1899, em Londres. Seus pais eram católicos fervorosos, e o educaram na igreja desde cedo.alías, segundo o cineasta, foi na escola jesuíta que ele aprendeu o sentido da palavra medo. Já em idade adulta teve que abandonar a universidade para sustentar a família trabalhando em uma fábrica. De lá passou para o setor de publicidade.
Surgiu no cinema em 1920, trabalhando com roteiros, quando os estudos Famous Players Lasky inauguraram uma filial em Londres. Depois disso não parou mais, tornando-se assistente de direção e daí para a frente. Foi assim que dirigiu primeiramente “The pleasure garden” (rodado na Alemanha) de 1925. A partir daí começou a chamar a atenção. Em 1926 já começava a aproximar-se do gênero que o consagrou, com “The mountain egle”. “Blackmail” de 1929 era para ser um filme mudo, mas depois tornou-se o primeiro filme falado na Grã-Bretanha. Começava a ser considerado um gênio.
Durante os anos 30 sua carreira tomou grandes proporções. Foi nessa década que grandes suspenses foram feitos, como “O homem que sabia demais” (1934), “Os 39 graus” (1935) e “A mulher oculta”, de 1938. Em 1940, depois de sua chegada à América, fazia “Rebecca, a mulher inesquecível”, fruto do contrato que assinou com David Selznick. Com esse filme ele ganhou o Oscar. “Um corpo que cai”, que foi feito com Kim Novak e James Stewart foi e é considerado o maior suspense da história do cinema. Dentre títulos famosos, podemos destacar “Sabotador”, “A sombra de uma dúvida”, “Pacto sinistro” (que tratava de um crime perfeito), “Janela indiscreta” (a história de um fotógrafo que desconfiava que seu vizinho era um assassino), “Os pássaros” (que eram na verdade os vilões), “Psicose” (o filme da famosa cena do chuveiro), “Um corpo que cai”, dentre tantos outros sucessos.
Na vida privada, ele casou-se uma única vez, com Alma Reville, no ano de 1926. eles se conheceram na companhia onde ele trabalhava. Alma era roteirista também na Paramount's Famous Players-Laskey. Seu nome apareceu nos créditos de muitas obras de Hichcock. Além disso era muito, mas muito tímido, e adorava viajar e filmar essas viagens.
Ele soube, melhor do que ninguém, aproveitar do que o cinema lhe permitia fazer. Mestre do suspense, é também um homem de palavras fortes, que muitas vezes magoava por ser rude (porém educado). Mas apesar disso, todos desejavam trabalhar ao seu lado. Uma das características era aparecer fazendo uma ponta em cada filme seu. Um diretor magnífico. Um mestre. Salve, salve Hith. Meus cumprimentos.


Essa semana revi Lolita, de Stanley Kubrish, e lembrei-me de algo que li no livro “Contraditório vagabundo”, de Joyce Milton sobre essa obra. Segundo Milton, essa história (na verdade adaptado do livro homônimo lançado em 1955, de Vladimir Nabokov) é baseada no romance de Chaplin e Lita Grey (sua segunda esposa). Vou fazer um resumo do livro e uma comparação ao mesmo tempo:
Humbert Humbert, um escritor, aluga um quarto na casa de uma senhora, Charlotte Haze, e acaba se apaixonando pela filha dela, Lolita, uma ninfetinha de 14 anos (Lita Grey tinha 12 anos quando conheceu Chaplin, e começou a se relacionar com ele aos 14 anos).
No romance, Humbert Humbert (que usa um bigodinho – alusão ao personagem?), gosta de jogar tênis (esporte predileto de Charles) e tem acessos constantes de insanidade (Chas era bem conhecido por seus ataques). Humbert poderia ter qualquer mulher adulta que quisesse, e era um grande conquistador (precisa comparar esse fato?), e na juventude teve uma paixão por uma garota que morreu jovem, que o marcou por toda a vida (Chaplin teve a sua Hetty Kelly, sua primeira namorada que morreu de gripe espanhola, bem jovem ainda). A mãe da Lolita chama-se Charllote (equivalente feminino ao diminutivo Charles em francês – Charlot).
Quando está na prisão, Humbert consulta a biografia de Clare Quilty num livro chamado “Who’s who in the Limelight” (Quem é quem nas luzes da ribalta), e esse título nos remete ao filme autobiográfico lançado por Chaplin, “Luzes da ribalta”, de 1952.


Stanley deu um tom irônico a essa obra de Nabokiv, trabalhando bem o tema da pedofilia (privilegiando mais o lado psicológico do que o sensual). Mesmo assim o filme causou certo constrangimento na época, embora para nós ela apresenta-se de certa forma comportada.
O romance de Charles e Lita foi o mais escandaloso da época. Já conhecido por gostar de lolitas, dessa vez o eterno vagabundo teve que arcar com as conseqüências de um escândalo atrás do outro: Lita o colocou na justiça alegando, entre outras coisas, que era obrigada a prestar serviços, digamos constrangedores para uma moça de família, que ele fazia grandes bacanais na sala enquanto ela dormia em seus aposentos, e que ele a traia loucamente com todas as mulheres que apareciam pela frente. O seu testemunho foi vendido nas ruas e a carreira dele ficou profundamente abalada. Ele ficou com ódio dela até o fim da vida (em sua biografia “Minha vida”, livro com mais de 500 páginas, ele não dedica duas linhas a ela, e quando o faz não cita nome).
Quanto ao livro de Vladimir Nabokiv, é considerado um dos maiores títulos da literatura norte-americana contemporânea. Não é fato assumido por ele ter se baseado na história de Chaplin e Lita, mas há evidências irrefutáveis (que bonito!) de que tem sim algo a ver. E vocês, o que acham?

Marie Magdalena Dietrich nasceu filha de um militar prussiano, em dezembro de 1901, numa cidade próxima a Berlin. Desde que era adolescente ela estudou canto e música. Daí começou a trabalhar em cabarés. Reza a lenda que ela era bi, e que mantinha casos amorosos com pessoas de ambos os sexos, mas é fato que em 1924 casou-se com Rudolph Sieber, com quem teve uma filha. Romperam em 1929, mas jamais se divorciaram.
Ela teve aulas de interpretação com Max Reinhardt, estreando em “Der Kleine Napoleon”, de 1923.
Já representava há algum tempo, quando foi descoberta por Sternberg (de quem também foi amante), na grande interpretação da sedutora Lola Loa de Anjo Azul. Converteu-se em mulher fatal. Depois desse filme, foi contratada peã Paramount e conseguiu um alto salário. Seus filmes tornavam-se cada vez mais extravagantes e as tramas também até certo ponto absurdas, como “Marrocos” de 1930, “Desonrada” de 1931, “O expresso de Shangai” e “A Vênus loira”, de 1932.
Greta Garbo era considerada uma rival, na verdade, Hollywood precisava disso, e promovia esse marketing de rivais. A partir dos anos 30 ela começou a enfrentar problemas na carreira, pois era anti-nazista e recusou os altos cachês que Hitler lhe oferecia. Por isso, seus filmes foram banidos da Alemanha. No entanto, percorreu campos de batalha cantando para as tropas americanas. Nos anos 50 ela somou os cabarés ao seu arsenal e fez fortuna.
Marlene Dietrich teve a vida rodeada de mitos e mentiras a seu respeito. Era famosa a sua forma de, digamos, expressar-se quando se interessava por alguém, fosse ela homem ou mulher, indo direto ao ponto.
Os últimos anos de vida de Marlene foi em Paris, onde faleceu com 90 anos de idade. Escreveu seu nome no livro dos mitos.
Para navegar:
http://www.bombshells.com/gallery/dietrich
http://home.snafu.de/fright.night/marlene-dietrich-page.html

Muita gente pergunta onde nasceu essa admiração que eu tenho pelo cinema clássico. Bem, no princípio dos tempos era somente Chaplin, e por causa disso eu começei a frequentar o Instituto Lula Cardoso Ayres, que fica perto da minha casa (Recife). Bem, lá funciona um instituto criado por Lula Filho, em homenagem ao pai, que é um dos maiores pintores do Brasil. Quem estiver na cidade, vale a pena.
Nas suas viagens, Lula pai sempre comprava filmes mudos e clássicos, e assim foi fazendo sua coleção. Aos sábados ele sempre passava um filme para os filhos. Ele se foi, mas Lula filho até hoje mantém essa tradição aqui na cidade, de passar todos os sábados uma comédia num, e um drama ou aventura no outro. Geralmente quando é comédia tem um curta antes (os filmes mais antigos, de um ou dois rolos). O espaço é ponto de referência para os cinéfilos em geral, e principalmente para os admiradores da arte visual, pois conta, além dacoleção, com uma vasta biblioteca de arte e cinema, a coleção de quadros de Lula Cardoso Ayres, um museu com peças da época, e a sala de exibição.
Foi lá que eu aprendi a gostar ainda mais disso. Lá respira-se cinema clássico. Sei o quanto é difícil dispôr de um local assim, por isso sinto-me privilegiada. Pena que não posso ir todos os sábados, como desejaria. Estou fazendo um CDROM sobre o espaço, para a conclusão do meu curso (Design gráfico), e tirei algumas fotos do local, que separei para vocês:

Parte do acervo, filmes originais, das décadas de 20, 30, 40...


Pequena parte da obra de Lula Cardoso Ayres.

A sala de exibição, no estilo cinem antigo. O espaço fica na antiga casa de Lula Filho. Pra quem mora aqui, fica a dica. O telefone de lá é 81/3341-1932
Em Juventude Transviada, James Dean interpreta o personagem Jim Starks, que, apesar de ser um bom garoto, acabou por seguir o caminho errado. Seus pais vivem mudando de cidade para tentar livra-lo das más influências, mas sempre acaba acontecendo a mesma coisa: o filho é levado para a delegacia por vadiagem e bebedeiras. Numa dessas, ele conhece uma jovem chamada Judy, que também não tem uma boa relação com os pais. Eles se dão bem logo. Como clichê nesse tipo de história, lógico que ela tem um namorado, que, enciumado, chama Jim para um acerto de contas: um racha de carros que tem um final triste. Jim e Judy refugiam-se num casarão abandonado. Lá convivem como uma família, juntamente com o menino Platô (que foge com eles).
Nesse filme, o que primeiro nos chama a atenção é fato da representação – a primeira vez em que isso acontecia no cinema – da relação entre pais e filhos no século passado (sim, já estamos no século XXI). Mostra essa tênue relação tão baseada no amor e na revolta, ao mesmo tempo. E a necessidade que havia (e há) dos jovens em mostrarem que já cresceram sim, e que precisam mais, muito mais do que somente o amor dos pais. Nesse ponto, Juventude Transviada documenta essa mudança significativa do conceito do jovem que tem atitude, que vende e que compra sua imagem.
Impossível é, para nós, imaginar esse filme sem a imagem brilhante do James Dean. Ele representou perfeitamente, até os nossos dias, a imagem desse jovem: um rostinho de criança abandonada que se transforma drasticamente, num momento de ira, num homem violento ao extremo. Quem imaginaria outro ator, a não ser ele mesmo, vestido com aquela jaqueta vermelha?
Um filme bom de ser conferido. Calmamente, refletindo, e imaginando o quanto era, e é importante para os jovens se colocarem sobre algo. Mesmo que não tenha sentido algum.
Título Original: Rebel without a cause
Gênero: drama
Ano: 1955
Duração: 111minutos
Direção: Nicholas Ray
Fotografia: Ernest Haller
Música: Leonard Rosenman
Produção: David Weisbart
Elenco: James Dean (Jimmy Stark), Natalie Wood (Judy), Sal Mineo (Plato), Jim Backus (pai de Jim), Ann Doran (mãe de Jim), William Hopper (pai de Judy), Rochelle Hudson (mãe de Judy), Corey Allen (Buzz), Dennis Hopper (Goon), Nick Adams (Moose).







Escrevo essas linhas porque soube que Marlon Brando faleceu. E ele nem estava nos planos do purviance. Mas merece toda a minha admiração. Sua vida foi, antes, marcada pelo sucesso e pelos escândalos em família.
Brando nasceu em 1924 nos Estados Unidos. Estudou no famoso Actors Studio, uma escola de arte de Nova York. Trabalhou nos palcos da Broadway, na famosa peça “Um bonde chamado desejo”, de Tenesee Williams, na montagem de 1947. Sempre chamou a atenção com o seu comportamento rebelde, e sua beleza acabou por favorecer o estrelato. Sua estréia no cinema foi com “Espíritos indômitos”, de 1950. em 1951 já tinha sua primeira indicação ao Oscar, com “Uma rua chamada pecado”. Na década de 50 não parava de trabalhar, fazendo ainda sucessos como “Viva Zapata” e na adaptação da peça de Shakespeare, “Júlio César”.
Mas 1953 e 54 podem ser considerados os melhores de sua vida artística. Nesses anos ele fez “O selvagem”, “Sindicato dos ladrões” (que lhe deu o primeiro Oscar) e “Desiree, a Amante de Napoleão”. Na década seguinte continuou trabalhando, estreando como diretor em “A face oculta”. Nessa época, durante as filmagens do longa “O grande motim”, conheceu a dançarina Talita, no Taiti, com quem acabou casando e tendo dois filhos.
O segundo Oscar veio com “O poderoso chefão”, de 1972, de Francis Coppola. Se bem que ele recusou esse Oscar, para chamar a atenção dos poderosos para os problemas dos índios americanos. Outro grande sucesso foi “O ultimo tango em Paris”, do mesmo ano.

De qualquer forma, um ator maravilhoso, um currículo invejável. Meus aplausos a você Marlon. Onde estiver. Paz e bem.
