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Grandes olhos, personalidade extremamente forte, uma das atrizes mais aclamadas até hoje em toda a história do cinema. Estamos falando de Ruth Elizabeth Davis, ou, simplesmente, Bette Davis.
Bette Davis nasceu na Nova Inglaterra, e sua carreira teve início na Broadway em 1928. Queria ser dançarina, mas queria também ganhar muito dinheiro. Decidiu ser atriz. Dois anos estreava no cinema, na Universal, com "Bad sister" (1931). Depois disso foi pra a Warner, onde estrearia grandes sucessos, dos quais ganhando 2 Oscars em Perig a (1935) e Jezebel (1938). Fez ainda Escravos do desejo (1934), Mulher marcada", dentre outros.
Era extremamente temperamental, tornaram-se públicas suas discussões com Jack Warner sobre salários e roteiros. Saiu da Warner em 1949 e no ano seguinte fez "A malvada". Durante a década de 60 fez filmes de baixo orçamento, dos quais "O que aconteceu a Baby Jane?", de 1962, onde ela protagonizou com sua rival (nas telas e na vida) Joan Crawford. . Tornou-se presidente da Academia em 1941 e concorreu a 10 Oscars como melhor atriz. Em 1977 recebeu o American Film Institute pela sua carreira.
Bette faleceu em 1989, aos 81 anos, depois de vários derrames cerebrais.





Bom, aproveito para agradecer a todos, todos mesmo. Todos que comentaram, todos que leram, todos que entraram no blog e prestigiam o Purviance. É muito bom gostar de algo e poder partilhar com quem admira também. Beijo pra todo mundo. Carla
Carla Simone Marinho Leal dos Anjos, mais conhecida como Carla Anjos. Esta cidadã nasceu na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, numa noite de lua cheia, numa sexta-feira, 13 de agosto, mas não possui nenhum tipo de superstição com relação a isso. Ainda pequena mudou-se com a família para Recife, onde vive até o momento. Desde a sua infância plantava-se horas em frente o televisor assistindo tudo o que aparecia, e tinha como programas favoritos a série “A gata e o rato”, com Bruce Willes (?) de cabelo ainda, e também não perdia uma série de Macgiver (é assim que se escreve?), aprendendo com ele diversos truques que nunca funcionaram. A mania por Chaplin começou cedo, na 6ª série ganhou o primeiro e único caderno com uma imagem dele. Gostou. Quis ver um filme. Teve sorte, porque naquele ano estava passando na TV Cultura filmes dele todo domingo. Gostou mais ainda. Na adolescência gostava de tudo que era estranho, inclusive pessoas. Ouvia Gipsy Kings (aprendeu até a tocar violão pra fazer igual!!!), Gun’s Roses (gritava loucamente e jogava os cabelos até a cabeça doer) e Madonna. Gostava de outras besteiras que por serem besteiras ela nem lembra mais.
Mas sempre amou cinema. Amou porque cinema pra ela era uma forma de sair da realidade, pelo menos por alguns instantes, de esquecer-se por um momento de si e mergulhar numa história que não dependia dela agir de uma forma ou de outra. Sempre teve poucos amigos, algumas vezes ia só. Sentia-se triste, mas gostava.
Fez Letras, formou-se. Lá conheceu gente bacana, que faz parte da vida dela, de uma forma ou de outra, até hoje (tantos rostos!). Lá também conheceu os livros, leu sobre arte, sobre história, sobre literatura, sobre cinema. Ouviu falar de um instituto onde passavam filmes antigos. Foi conferir. Gostou. Voltou outras vezes.
Não é tão viciada em cinema, e a única coleção que possui hoje em dia é de filmes de Charles Chaplin. Da vida pessoal ela não gosta de comentar muito. É reservada. Teve um filho. Charles. Ele tem 3 anos. Ele também adora cinema, embora suas predileções não condigam com as da mãe, afinal há uma diferença substancial de idade.
E hoje é aniversario dela. Parabéns, Carla. Parabéns.

Margarita Cansino foi e é considerada um dos maiores ícones do cinema, tanto por sua beleza quanto por seu talento. Rita Hayworth, , como ficou conhecida, nasceu em outubro de 1918 e era prima de Ginger Rogers. com 13 anos, já se apresentava em boates mexicanas em Los Angeles. Desde a adolescência foi incentiva (e de certa forma até obrigada) pelo pai a seguir a carreira artística, fazendo aulas exaustivas de dança, até chegar a perfeição.
Rita não nasceu tão bonita assim, na verdade ela se transformou (cabelos na testa foram retirados, atreavés de eletrólise).
Assinou com a Twentieth Century Fox, atuando em mais de 25 filmes. “Paraíso Infernal” (1939) foi seu primeiro grande sucesso. Fez ainda “Sangue e areia”, refilmagem do clássico de Rodolfo Valentino, “Ao compasso do amor”, de 1941 (em que atuava com o grande Fred Astaire). Mas, sem sombra de dúvida, a imagem que mais temos gravada dela é a de “Gilda”, de 1946 (jamais existiu uma mulher assim...).
A ruiva Rita mudou radicalmente sua imagem ao se transformar em uma loira e cortar os cabelos curtinhos para o filme “A dama de shangai”, de Orson Welles (seu segundo marido).
Uma curiosidade a seu respeito é que, embora tenha feito alguns musicais, sua voz era sempre dublada (inclusive na famosa “Put the blame on mame”, de Gilda).
Segundo ela, todas as mulheres possuem uma certa elegância, que é destruída quando tiram a roupa. Essa diva casou-se 5 vezes, uma delas com um príncipe, Aly Khan. O casamento durou pouco tempo, mas com ele Rita teve uma filha. Casou-se também com Orson Wells (com quem teve mais uma filha), Edward Judson, Dick kHaynes e James Hill.
Abandonou a carreirta em 1972, pouco antes de começar a sofrer com o mal que lhe levou a morte. Morreu em 1987, de mal de Alzheimer, aos 69 anos.


A indústria cinematográfica começou a expandir-se e tomar ares de grandiosidade ainda na década de 20. Nessa época, a maior parte era produzida num ambiente interiorano chamado Hollywood, embora algumas indústrias se localizassem em New Jersey e em Astoria. Na década de 20, os filmes já eram um grande negócio: durante essa década, foram realizados por volta de 800 filmes (quando hoje em dia os números são bem menores). Claro que os filmes em sua grande maioria eram curtas, mas com o tempo e o investimento, elas passaram a se tornar cada vez maiores e mais caras.
Os gêneros eram os mais diversos, embora os melodramas ainda fizessem mais sucesso. Tinham ainda os westers, horror, e as comédias pastelão (muita, muita torta na cara). Durante a década de 30, muitos artistas europeus migraram para os Estados Unidos, e fizeram muito sucesso, como por exemplo Greta Garbo, Póla Negri, Ernst Lubitsch, dentre outros. Nessa época já existiam as grandes indústrias, e os artistas começaram a ser cada vez mais valorizados.
Os estúdios, antes baseados na improvisação, foram aos poucos se organizando e formando uma grande estrutura. Os contratos com os artistas tornavam-se mais longos, estes, por sua vez, começavam a ser conhecidos por seus nomes. O esquema de distribuição de filmes acontecia mais ou menos assim: grandes nomes puxavam o sucesso de determinada indústria cinematográfica (tipo Greta Garbo). Na hora de vender um de seus filmes, o estúdio vendia-o juntamente com duas películas de atores de menor sucesso. Isso chateava alguns atores que viam seus nomes ligados a outros de pouco estrelato. Isso tampouco agradava os donos dos grandes cinemas, que eram obrigados a comprar filmes de pouco sucesso, em troca de ter estrelas passando em suas salas.
Nessa altura, os principais estúdios de maior sucesso nos Estados Unidos eram conhecidos como as 5 grandes. Juntos eles tinham um monopólio das grandes salas, tendo mais facilidades para passar seus grandes sucessos. As 5 grandes foram:
Warner Bros Pictures, dos irmãos Jack, Harry, Albert e Sam. Essa indústria começou a se popularizar com os filmes falados (o primeiro produzido foi Jazz Singer de 1927). Eram populares também os filmes de gangsters, mas o que fez da Warner um estúdio de enorme sucesso foram mesmo os cartoons.
Paramount, fundada em 1916, que contava com as grandes estrelas como Cecil B. DeMille e Bing Crosby.
RKO (Radio Keith Orpheum), que na verdade era a Mutual ampliada. Mantinha-se com os musicais, e contava com artistas como a dupla Astaire e Ginger Rogers. Contou também com sucessos como Cidadão Kane.
MGM (Metro Goldwyn Mayer), que antes chamava-se somente Metro. Lembram do famoso rugido do leao? Ele podia ser visto em sucessos como E o vento levou e O mágico de Oz. Artistas como Clark Gable e Greta Garbo. trabalharam no MGM. Os cartoons de Tom e Jerry também foram produzidos no MGM.
Fox Film Corporation foi fundado em 1912 por William Fox. Grandes musicais também foram realizados nessa companhia.
Por fora ainda corriam os pequenos estúdios, como a Universal Pictures, a Columbia Pictures e a United Artists (união dos artistas loucos Chaplin, Mary Pickford e Douglas Fairbanks), que tentavam loucamente sobreviver nesse mundo não menos louco do cinema.