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Podem dizer que é por causa de Chaplin, mas não é. Realmente simpatizo com Paulette. Ela nasceu, provavelmente em 1911, mas pode ter nascido alguns anos antes, em Nova York. Sua infância foi bastante pobre, pois seus pais se divorciaram quando ela e a irmã ainda eram bem pequenas. Sua família chegou a trabalhar numa lavoura, onde colhiam batatas. Seu início foi como modelo publicitário, mas também foi uma das garotas do Ziegfeld (seu papel era ficar sentadinha num balanço, segurando um cachorrinho). Paullete passou por enormes dificuldades. Alguns até a reconheciam como uma espécie de isca para trambiqueiros (fato que ela nunca negou nem assumiu), trabalhando nos transatlânticos, fingia ser uma garota inocente e incentivava os homens ricos (bobões) a fazerem grandes apostas.
Sugar, como era conhecida pelos amigos, estreou no cinema em “Berth Mark”, curta do Gordo e o Magro. Depois disso casou-se com um milionário, Edgar James. Mudou-se com ele para o interior. Depois do divórcio, retornava a Hollywood, cem mil dólares mais rica e dirigindo um seda Duesenberg (valia na época por volta de 18 mil dólares).
Voltou ao cinema, onde fez pequenos papéis em filmes como “Torero a la fuerza” (não encontrei o título em inglês), de 1932.
Na década de 30 conheceu Chaplin. Ele, que tinha medo de golpistas, acabou se apaixonando por ela. Acho até que eles se completavam muito. Paulette era divertida, alegrava ele, uma ótima jogadora de tênis, e os dois adoravam fazer cruzeiros juntos. Pouco tempo depois ela se mudava definitivamente para a mansão dele. Chaplin comprou o passe dela no estúdio Hal Roach e arranjou um curso de interpretação e dança para ela. Depois dele, ela voltou a ser morena. Segundo ela, “Era fácil a vida para uma loura. Como morena, tive que reaprender a viver”. Depois dela, Chaplin também passou a cuidar melhor dos filhos que teve com Lita Grey.
Fizeram juntos Tempos modernos (1936), onde ela encarou o papel de uma menina pobre e orfã, par ideal para o vagabundo. Conta a lenda, que ela chegou toda bonitinha, arrumadinha, com o cabelo engomadinho para a primeira cena. Chaplin correu, jogou água no cabelo dela para que o papel ficasse convincente. Depois desse filme ainda fizeram o Grande Ditador (1940), mas já estavam separados.
Ela também fez teste para ser a Scarlett (como toda a Hollywood da época). Dizem até que ela seria a Scarlett, já estava tudo certo, a não ser por um detalhe: Chaplin. Conhecido como um encrenqueiro de primeira, os diretores acharam por bem não escolhe-la e evitar choques com o astro. Ela atuou ainda em filmes como “Piratas do caribe”, de Cecil B. de Mille, e “Os inconquistáveis”.
Apesar de ser uma boa atriz, a Paramount rompeu contrato com ela na década de 40. No final dessa década casou-se, mais uma vez, com Enrique Maria Remarque. Aliás, sua vida amorosa não foi tão insossa assim, com nomes como Howard Huges, Gary Cooper, John Wayne e Clark Gable.
Paulette morreu em 1990, com 78 anos.


Na última foto, Paulette com Chaplin.



Douglas Fairbanks nasceu em maio de 1883 no Colorado. Durante anos, encarnou um tipo de herói americano, que defendia a justiça e aniquilava os malvados. Enfim, um homem com quem toda mocinha americana gostaria de casar. Ninguém trouxe tanta alegria ao público quanto ele, com seu sorriso jovial e presença agradável.
Sua carreira teve início na Broadway. Lá foi descoberto por D. W. Griffth, que o levou para trabalhar na Triangle Films. Debutou no cinema em 1916, no filme “His picture in the papers”. Depois disso não parou mais, estrelando em filmes como "American Aristocracy" (1916), "Wild and Wooly" (1917) o "Reaching for the moon"(1917). Em 1917 já era uma celebridade.
Fazia parte do grupo seleto de amigos de Chaplin, com quem se junta em 1919 (juntamente com Mary Pickford e Griffth) na fundação da United Artists. No ano seguinte estrearia “A marca do zorro”, em que foi dirigido por Fred Niblo.
Na vida particular, era estremamente mulherengo. Ainda casado com sua primeira esposa, manteve durante algum tempo um romance (oculto?) com Mary Pickford, a namoradinha da América, com quem veio a casar posteriormente. O casal foi um dos mais famosos do mundo artístico, já que tratava-se da união de dois dos maiores mitos do cinema. Davam festas magníficas na Pickfair (nome da residência oficial dos dois). Depois da separação de Mary, casou-se ainda mais uma vez, com Lady Sylvia Ashley.
Douglas não conseguiu realmente ultrapassar a barreira do filme sonoro. Seu último filme foi The private life of Dom Juan, de 1934. Seu filho, Douglas Fairbanks Jr seguiu a carreira cinematográfica do pai, seguindo o mesmo estilo de filmes.
Douglas faleceu em 1939, de ataque cardíaco. Tinha apenas 56 anos.





Purviance estará voltando ao ar domingo, dia 5 de setembro. Finalmente terminei meu projeto. Falta respirar um pouco. Aguardem!!
abração pra quem visita.
carla