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Em tempo, li no blog da Rosana Hermman, que a atriz Liza Minelli (filha de Judy Garland) foi hospitalizada. Quem quiser ler a matéria, vá no link.
***** Confiram o site que fiz sobre Ava Gardner e depois comentem se está bom!!! ******
Frank Sinatra e Ava Gardner, um dos casais que mais chamou a atenção (com suas brigas e beleza). Ele costumava dizer que ela era ele de saias.
Jackie Coogan (O garoto do filme Chaplin), também viveu um belo romance com Betty Grable.
Clark Gable, dizem, nunca conseguiu se recuperar depois da morte da Carole Lombard (embora lhe fosse totalmente infiel, amava-a demais).

Paullete Goddard e Chaplin viveram 10 anos conturbados e felizes. Ela queria tanto que eles fossem um casal ao estilo Douglas Fairbanks e Mary Pickfords (os reis de Hollywood).
Richard Burton foi um dos tantos maridos de Liz Taylor, mas os dois casaram-se duas vezes.
Rodolfo Valentino casou-se com Natasha Rambova (uma lésbica assumida) e dizem que era levado à rédea curta. Só fazia o que ela queria.

James Dean e Pier. Li uma vez que ele ficou na porta da igreja vendo ela entrar para se casar (com outro). Deve ter sido uma cena triste.
Virginia Cherril apanhava muito de Cary Grant. Ele bebia, e quando bebia se transformava.
Greta Garbo negou-se a casar com John Gilbert. Abandonando-o ao altar.
Clark Gable e Joan Crawford viveram um romance louco, que durou até a morte dele. Entre idas e vindas, eram o casal de amantes mais famoso.




Enviei um cartaozinho para todos os que frequentam o blog. Se alguém não recebeu, please, envie-me o email. Feliz natal!
PS: Esse anos, dia 25 de dezembro faz 27 anos que CHaplin morreu. Foi no natal de 1977. Salve.

Nome verdadeiro: Lucille Fay Lê Suer
Nascimento: março de 1904
Antes da fama: foi dançarina em boates de Detroit e Chicago, garçonete e atriz pornô.
Estréia no cinema: 1925, em Pretty Ladies (MGM), em que fazia o papel de uma corista.
Maridos: Douglas Fairbanks Jr. Franchot Tone, Philip Terry (todos atores), e Alfred Steele (Presidente da coca-cola).
Amantes: Clark Gable, Spencer Tracy, Jackie Cooper (quando ele tinha 17 anos e ela 33), Howard Hughes, Yul Brinner, Greg Bautzer (advogado das estrelas de Hollywood)
Escreveu livros: A portrait of Joan (1962) e My way of Life (1971)
Filmes destaques: A mulher que perdeu a Alma (1930), Possuída (1931), Pecado da carne (1932), Grande Hotel (1932), O que aconteceu com Baby Jane? (1962), em que atuou com Bette Davis.
Oscar: em Almas em suplício (1945). Também foi indicada por Fogueira de paixão (1947).
Curiosidade: sua filha adotiva, Christina, escreveu uma biografia em que a descrevia como uma mãe cruel, trata-se de Mommie Dearest.
Curiosidade 2: aos 50 anos tirou a roupa para o diretor Charles Walters, deixando-o impressionado com sua boa forma, apesar da idade. Aos 65 anos quase fez a mesma coisa com Steven Spielberg, mas desistiu ao descobrir que o jovem tinha idade de ser seu neto (20 anos).
Escolha do nome: seu nome, Joan Crawford, foi escolhido num concurso realizado pela MGM.
Calcanhar de Aquiles: The casting couch (filme pornô que ela realizou quando ainda era anônima, e que fez os estúdios MGM gastarem rios de dinheiro para comprar as cópias existentes).
Frases: “Ele possuía mais magnetismo do que qualquer outro no mundo. Eu sabia quando Clark entrava no estúdio. Não sabia por qual porta entrara, mas sabia que estava lá.”(sobre Clark Gable).




Achei um texto numa revista antiga (Manchete), de 1977, de R. Magalhães Júnior, que teve a oportunidade de ver a primeira sessão de cinema falado no Brasil. Achei tão interessante, sobretudo por mostrar o que era a magia do cinema naquele momento. Transcrevo pra vocês:
“Tive a oportunidade de testemunhar a primeira sessão de cinema falado realizada no Rio de Janeiro. O filme escolhido fora uma produção musical da Metro Goldwyn Mayer, Broadway Melody/Melodia da Broadway, com Charles King, Anita Page e Bessie Love, os dois primeiros inteiramente desconhecidos no Brasil. Bessie vinha do cinema silencioso, em que aparecia como atriz dramática.
A estréia, em espetáculo de gala, no Palácio Teatro, fora anunciada com tanto estardalhaço pela Companhia Brasileira de Cinemas que embarquei de Campos para o Rio de Janeiro, a fim de estar presente. Eu dirigia, na ocasião, o principal jornal campista, Folha do Comércio. E quis dar a novidade aos meus leitores. Entretanto, não havia ingressos à venda. Toda a casa fora destinada a convidados de Francisco Serrador. Tive de usar um estratagema para obter ingressos. Apresentei-me como um grande exibidor do norte do país, onde sabia que os filmes distribuídos por Francisco Serrador não chegavam. Combinamos um almoço de negócios para a semana seguinte e ele me deu nada menos que um camarote, de onde eu vi, bem próximo, o cavanhaque já embranquecido do presidente da República, Washington Luís.
Uma grande orquestra, com músicos trajados a rigor, foi regida por um maestro baixinho, que suponho ter sido Francisco Braga. Mas não me recordo bem de sua figura, quase todo o tempo de costas para o público. Começou depois o filme, excessivamente dialogado, mas com uma intriga banal de bastidores, que poderia ser facilmente acompanhada pelos espectadores com auxílio de algumas legendas. A canção tema do filme, interpretada por Charles King, imediatamente ficou popular. Ele era um cantor de voz abaritonada, um pouco do estilo de Frank Sinatra. Coitado: ficou prisioneiro desse sucesso e nunca mais fez nada que valesse a pena.
Doze anos depois, fui a um cabaré em Nova York, The Diamond Horseshoe, que no seu show da meia noite costumava apresentar artistas de cinema em decadência. O apresentador anunciou primeiro Nita Naldi, declamando o que teria sido o diálogo das cenas de amor nos seus filmes silenciosos com Rodolfo Valentino. Depois, apresentou Mãe Murray dançando a valsa da Viúva alegre, com um jovem bailarino de salão. E, por fim, encerrando tudo, Charles King, calvo, com dupla papada, cantando Broadway Melody.”
Por R. Magalhães Júnior.

Para constar: Broadway Melody / ano de produção 1929 / 110 minutos / EUA / preto e branco / sound mono.
The Gold Rush tem uma das cenas mais marcantes do cinema chapliniano (e do cinema em geral): trata-se daquela em que ele prepara o jantar de ano novo e ela não vem. Ele levanta-se (depois do sonho em que dança com os pãezinhos) e vai caminhar. Acaba vendo-a com outro. Simplesmente divino. Prova que Chaplin tanto faz rir quanto chorar, dependendo do contexto.
Essa personagem consegue ser o palhaço (porque desastrado), o coitado (sempre falta algo que parece que lhe escapa das mãos), a grande alma escondida dentro daquele pequeno corpo coberto por trapos.
Baseado neste filme, eu fiz um conto (que, ora, chama-se Em busca do Ouro), em que o narrador é o próprio vagabundo. Quem quiser dar uma conferida venha aqui.
Abaixo, alguns cartazes do filme em todo o mundo.






Acabo de ver pela terceira vez O mágico de Oz hoje. Comprei nas
Americanas, junto com Lolita, de Stanley Kubrick. Um agrado para meu filhote e
outro para mim. Valeu a pena. Já tinha visto algumas vezes, na minha infância, e
o fato que mais me chamou a atenção foi de que o filme AINDA chamar a atenção
das crianças. Meu filho de 3 anos Charles , simplesmente a-d-o-r-o-u.
Meus sobrinhos também já tinham visto na escola e quiseram rever. Prova que o
mundo dos sonhos independem de época. As crianças de hoje em dia continuam as
mesmas, de dez anos atrás, de 50...
(Em mim, ver Judy Garland tão novinha e ainda livre dos problemas que a
acompanhariam toda a vida é um pouco estranho. Acostumada que já estava com a
imagem dela drogada e infeliz. Causa até, certo ponto não uma depressão, mas uma
tristezinha que não sei de onde vem, mas acho que é de ver algo que não existe
mais. Faz-me pensar um pouco na vida, no que somos hoje e no que nos tornaremos.
Não sabemos. Às vezes nem imaginamos. Sei lá.).
Esse filme, que teve sua estréia em 1939 traz uma Judy Garland de
bochechas rosadas e com 16 anos. A vaga foi também disputada por outra atriz
bastante conhecida na época, a Deanna Durbin. Hoje fica difícil imaginar outra
Dorothy que não a de Judy. A história, baseada no clássico de L. Frank Baum é
considerada um dos grandes triunfos da MGM.
Dorothy, fugindo de casa com seu cachorrinho Totó, embarca numa viagem ao
mundo do imaginário. Lá conhece o Espantalho (Ray Bolger), o Homem de lata (Jack
Haley) e o Leão Covarde (Bert Lahr). Músicas embalam todo o filme, em especial a
inesquecível Over the Raimbow. Coisas estranhas acontecem, mas nada que
surpreenda tanto a ingênua Dorothy (meu Deus, como ela AMA aquele cachorrinho!).
E depois de ter assistido a este filme tantas vezes num mesmo dia, percebo que, mais do que uma aventura num mundo desconhecido, é um embarque à nossa própria infância, lá onde os sonhos ainda estavam guardados e a esperança era que todos os sonhos seriam realizados. Como eu pensava. Como Charles (meu filhote) ainda pensa. Quiçá seja verdade. E que permaneça assim durante muito tempo, bastando só fechar os olhos e bater nossos sapatinhos para que se realizem.





Vocês têm mais alguma imagem? Mandem pra mim!

Mais um filme em que a figura de mulher fatal é explorada fartamente por Marilyn Monroe. Aqui ela faz uma atriz de uma peça que satiriza alguns personagens, dentre os quais um milionário (uma espécie de Don Juan). Na verdade, a impressão que me dá, ao ver os filmes de Marilyn, é que ela realmente não é a atriz principal. Sua chegada sempre é esperada, sempre há a introdução dos outros personagens, mostra-se sentimentos, como vivem, mas quando chega a hora da loira, ela sempre surge como alguém sem passado, sem história, sem família, a bela que surge do nada, para mudar a vida de um pobre homem rico.
Não preciso dizer que ela está linda, realmente linda, principalmente nas partes musicais, em que dança sensualmente enquanto interpreta as músicas. Realmente ninguém fazia isso melhor que ela. E até hoje, realmente, não sei especificar se ela era uma boa atriz. Atriz de uma personagem só? Não sei.
Mais um atrativo do filme é o romance entre os protagonistas. Reza a lenda que a atração que surge nas telas passou para a vida real, e Marilyn e Yves Montand tiveram um tórrido romance, embora ela ainda estivesse casada com o escritor Arthur Miller (que anteriormente tinha acabado um casamento de mais de 15 anos para desposa-la). Assim que viu Marilyn, o ator francês Montand ficou fascinado, mas não tanto a ponto de largar sua esposa, Simone Signoret. O problema é que a loira achava que realmente teria alguma chance com ele, o que nunca se confirmou. Acabado o filme, ele retornou à sua esposa, que declarou que realmente entendia Marilyn: “se ela se apaixonou por meu marido, isto apenas prova que tem bom gosto. Eu o amo também. Ela nunca soube o quão bem eu a compreendia”.
Dizem que Marilyn chorava toda vez que via o final do filme, quando se casavam.
É uma boa pedida para quem quer conhecer um pouco a obra dela. Acho que a única protagonista que pouco aparece em cena. Vale também como retrato histórico. Acho gostoso ver o modo de vida daquela década, algumas modernidades que hoje em dia nos são tão antiquadas. Vejam.
