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A família de Spencer é de origem irlandesa (seu pai era muito severo com relação a religião). Sua educação foi em colégios católicos, porém, seu espírito rebelde, desde cedo lhe trouxe problemas: foi expulso de 15 escolas. Depois da 1a guerra mundial (ele foi do exército) começou a perceber seu verdadeiro dom. matriculou-se na Academia de Artes Dramáticas de NY, em 1922 e não parou mais.
Seu primeiro papel na Broadway veio nesse mesmo ano. No cinema estréia em 1930, em “Up the river” graças ao convite feito por John Ford. Daí para a frente começou a ser considerado um dos grandes trunfos da MGM. “Captans courageous” de 1937 e “Boys town”, de 38 tornaram-no a principal estrela do estúdio e lhe deram dois Oscars de melhor ator consecutivos. Teve no total 10 indicações ao Oscar.
Em 1944 conhece aquela que se tornaria sua companheira durante mais de 25 anos: Katherine Hepbur. Conheceram-se quando filmavam “Woman of the Year”. Spencer era casado, mas isso não foi um empecilho para os dois. Ele também nunca pediu o divórcio de sua esposa (ele era católico), embora todos soubessem do relacionamento com Kate, inclusive seus filhos, que a conheciam e até nutriam um certo carinho por ela. Nada saía na imprensa, graças a um acordo que Hughes fez com a imprensa, mantendo o caso longe dos noticiários.
Na verdade, essa dupla é considerada também uma das maiores no campo profissional. Juntos fizeram muitos sucessos, como “O fogo sagrado” (1942), “A costela de Adão” (1949) e “A mulher absoluta”, dentre outros.
No filme ” Boom Town”, de 1940, contracena com o grande Clark Gable. É um duelo de gigantes. Incrível como ele conseguia sempre o ponto exato na interpretação. Impagável também em “O pai da Noiva”, onde faz o pai de uma Liz Taylor assustada. Brilha (no meu ver) mais ainda na continuação, em que faz o avô que se nega a assumir a paixão pelo neto.
No cinema, sua carreira prosperava, com papéis que exploravam toda o seu talento. Spencer é considerado um dos maiores (ou senão o maior) dos atores americanos, pois soube, como poucos explorar os mais diversos tipos de gêneros.
Spencer morreu em 1967, depois de um longo período em que esteve doente. Hepburn esteve com ele até o último momento, cuidando e tratando dele.

Respostas do post anterior:
1. Liza Minelli
2. Isabella Rosselini
3. Liz Taylor
4. Natalie Wood
5. Mary Pickford
6. Judy Garland
7. Jean Harlow
8. Doris Day
9. Clara Bow
10. Lucille Ball
11. Marilyn Monroe
12. Vivien Leigh



Resposta no meu próximo post. Beijos

Direção: Joseph L. Mankiewicz // Orçamento: 44 milhões de dólares
Bilheteria: 26 milhões de dólares // Gênero: Drama
Duração: 242 minutos // Lançamento (EUA): 1963
Fatos:
Esse épico marcou o fim dos grandes épicos de Hollywood, sendo um dos maiores fracassos já conhecidos. Deixou a Fox totalmente individada, tendo que demitir mais de dois mil funcionários, sendo ainda forçada a vender parte do estúdio. Após a década de 60 o filme tornou-se um sucesso.
Oscar: 9 indicações. Levou 4 (efeitos especiais, fotografia, figurino, direção de arte). Recebeu 4 indicações para o Globo de Ouro, mas não levou nenhum.
Inicialmente, Joan Collins faria Cleópatra, mas devido aos atrasos no filme, ela acabou ficando indisponível. Audrey Hepburn era a segunda opção, mas não pôde. Liz Taylor foi a terceira opção. Marco Antonio inicialmente seria feito por Stephen Boyd e Peter Finch seria Julio César. Devido também aos atrasos, não puderam ficar com os papéis.
Com esse filme, Liz ganhou US$ 1 milhão, dando início aos mega cachês.
Foi proposto que o filme fosse separado em duas partes: “César e Cleópatra” e “Marco Antonio e Cleópatra”, com 3 horas de duração cada um. A Fox não concordou, e lançou uma só versão, com 4 horas de duração.
Foram cortados mais de 120 minutos da edição final.
65 roupas foram usadas por Liz neste filme. Um recorde até hoje.

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio ... negros ... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem ... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progreso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!
“Reaja!... Sabe quem são os solitários? Perdedores.”
“Sou a favor de tudo o que ajude a passar a noite, sejam orações, calmantes ou uma garrafa de Jack Daniels”.
“Você tem que adorar a vida, sabe: Porque a morte é muito chata!”
“O ar fresco me faz vomitar. Não consigo tolerar. Prefiro passar a noite inteira perto de três charutos Denobili enfumaçando tuo ao meu redor.”
“Posso parecer antiquado, mas acho bom pensar que todas as mulheres deveriam ser tratadas da mesma forma com que eu gostaria que minha esposa, filhas e netas fossem tratadas.”
“Acredito em dar à mulher bastante tempo para se decidir com quem ela vai querer passar o resto da vida. O homem não gosta de ser assolado pela claustrofobia feminina”.
“Não se preocupe Pombinha, você sempre pode pedir o divórcio”. (à sua filha, quando ela se casou.)
Respostas do velho Frank:
Qual a melhor coisa a se fazer com o dinheiro?
“Gastar! É preciso movimentar o dinheiro.”
Como um homem e uma mulher sobrevivem ao divórcio?
“Tentem continuar amigos, se puderem.”
Para afogar as mágoas, qual é o melhor lugar onde se deve mergulhar?
“Certamente não é na água. Água enferruja.”
Qual a regra para proteger um amigo?
“Não delate nem um delator”.
Como sobrevive o fumante num mundo de não fumantes/
“Dizendo: vocês morrem do seu jeito, eu morro do meu.”
Como você fica sabendo que escolheu o barbeiro correto?
“ Quando você sai da barbearia e ninguém lhe dá um chapéu, então ficou bom”.
O que um homem nunca deve fazer na presença de uma mulher?
“Bocejar.”
O que você faz quando uma mulher chora?
“Normalmente choro com ela”.




O capitão Anthony Nelson pousa seu avião em uma ilha e encontra uma garrafa estranha. Abre ela e surge uma fumaça que logo se transforma em uma gênia loura, que estava aprisionada há milhares de anos. Ele se assusta e ela faz com que ele seja encontrado. Através de uma magia, ela faz com que o capitão lhe leve e a gênia passa a fazer parte de sua vida.
Bárbara Éden casou perfeitamente no papel, pois sua imagem era a mistura de ingenuidade e sensualidade. Larry Hagman (o major Nelson) já estava há 9 meses sem trabalhar e o papel caiu do céu para ele, que já tinha feito 4 testes frustrados.
O piloto do programa foi filmado no final de 1964, nos estúdios da Columbia.
Bárbara Éden engravidou no primeiro ano da série, obrigando o pessoal do figurino a inventar uma nova roupa que disfarçasse a barriga. A solução foi um grande véu que saía do seu chapéu.
Bárbara também fazia o papel de sua irmã malvada. E quando as duas tinham que contracenar na mesma cena, Evelyn Moriaty fazia a dublê.
Larry Hagman estava sempre um pouco bêbado durante as filmagens.
Porque acabou: no 5º ano da série, os produtores decidiram que Jeannie e o major iriam se casar. Larry Hagman não gostou nada disso e fez questão de demonstrar isso nos sets, tornando-se uma pessoa insuportável. Isso fez com que os produtores dessem fim à série, que teve um total de 139 episódios.
Jeannie foi um dos seriados mais vistos até hoje. Esteve no ar durante 5 anos, sendo reprisado até hoje em todo o mundo. Depois da série, foram produzidos dois filmes: “Jeannie é um gênio 15 anos depois” (1985) e “Jeannie ainda é um gênio” (1991).
Ah, e o desenho animado... em 1973 surgiu o desenho, que era mais focado em conflitos adolescentes. Além disso, ao invés de piscar para fazer suas mágicas, Jeannie usava seu rabo de cavalo.
O figurino foi considerado picante para época, e foi modificado para esconder a barriguinha da atriz.
Bárbara Éden e Elisabeth Montgomery (a Feiticeira) não se davam bem. Tudo por causa da competição que havia entre as séries. O pior é que, por serem produzidas pela mesma Companhia, muitas vezes elas tinham que dividir o mesmo camarim.
