online

 

Sites Purviance...

site Charles Chaplin

 

Tudo sobre Judy Garland

 

Ava Gardner

 

Comunidade no Orkut

 

 

Busca
 

Purviance Web

powered by FreeFind

 

 

O que já foi publicado...

Temas diversos ...
Atores esquecidos...
Alfred Hitchcock
Astros ainda vivos...
A historia de um vestido...
A Mulher Gato
Amor além da vida: Shelley Winters e Anthony Franciosa
Bastidores de Hollywood
Cabelos e autógrafos
Carla Marinho (eu)
Cartas de amor de Rodolfo Valentino
Caso Lana Turner
Caso Thomas Ince
Curiosidades sobre Chaplin
Curiosidades mórbidas
Curiosidades do Oscar
Curiosidades diversas
Cinema Brasileiro: história
Cinema mudo
Desenhos by Tim Pertins
Disseram de Chaplin
DVDs indicados
Espetáculo de Aurelia Thierre (neta de Chaplin) Resenha
Estréia do cinema falado no Brasil
Escândalos em Hollywood
Escândalos em Hollywood 2
Exposição sobre Garbo
Exposição sobre Grace Kelly
Família Barrymore
Filmes sobre piratas
Filmes de James Bond
Frases de Frank Sinatra
Frases de Marilyn
Frank e Dean
Funeral de uma deusa: Marilyn Monroe
Gays em Hollywood
Instituto Lula Cardoso Ayres
James Bond
Judy (David Shipman)
Judy Galand: ícone gay?
Mata Hari: espiã?
Melhores casais do cinema
MGM Studius
Morte de Marilyn
Nomes Verdadeiros
Oscar: 1a cerimonia
Os Grandes Estúdios
O Último Discurso
Saúde de Liz Taylor
Trivia
Um sonho de Jeannie
Um funeral: Tyrone Power
Willy Wonka: versões
Ziegfeld Follies
Atrizes...
Audrey Hepburn
Audrey Hepburn (fotos)
Alida Valli
Aurora Miranda
Alla Nazimova
Anne Bancroft
Ava Gardner
Barbara Stanwyck
Bebe Daniels
Bette Davis
Brigitte Bardot
Brigitte Bardot em Buzios
Carmen Miranda
Carole Lombard
Carmen Violeta
Clara Bow
Deanna Durbin
Dolores Hart
Doris Day
Elisabeth Taylor
Edna Purviance
Grace Kelly
Greta Garbo
Ingrid Bergman
Jean Harlow
Joan Crawford
Judy Garland
Judy Garland (fotos)
Leila Diniz
Liza Minelli
Louise Brooks
Mabel Normand
Mary Pickford
Mary Pickford 2
Margareth O'brien
Marlene Dietrich
Natalie Wood
Norma Shearer
Olive Thomas
Paulette Goddard
Peg Entwistle
Rita Hayworth
Rita Hayworth 2
Shirley Temple
Tônia Carrero
Theda Bara
Yvonne de Carlo
Atores...
Anselmo Duarte
Bing Crosby
Buster Keaton
Cary Grant
Clark Gable
Fatty Arbuckle (Chico Bóia)
Frank Sinatra e Dean Martin
Frank Sinatra
Fred Astaire
Gary Cooper
Gene Kelly
Glenn Ford
Harold Lloyd
Humphrey Bogard
Irmãos Marx
Irving Thalberg
Jackie Coogan
James Cagney
Jerry Lewis
James Dean
Laurel e Hardy
Martin Scorsese
Marlon Brando
Mickey Rooney
Montgomey Clift
Paul Newman
Peter Lawford
Robert Taylor
Rodolfo Valentino
Spencer Tracy
Filmes...
A caixa de Pandora
Adorável pecadora
A Malvada (All about Eve)
Amadeus
Alta Sociedade
Cabaret
A condessa descalça
Crepúsculo dos Deuses
As Garçonetes de Harvey
A noviça rebelde
Andy Hardy
Billy Elliot
Cantando na chuva
Cleópatra
O Circo
E o vento Levou
Em algum lugar do passado
Filmes para o natal...
O Garoto (The Kid)
O Grande Ditador
Jezebel
Lassie come Home
Levada da Breca
Little Woman
Lolita
My fair lady
Monsier Verdoux
Nasce uma estrela (1955)
A Noviça Rebelde
O que terá acontecido a Baby Jane?
O Pai da Noiva
Os desajustados
Sangue e Areia (1922)
Sangue e Areia (1941)
Sinfonia em Paris
The Bride come CDO
The Gold Rush
Victor/Victoria
Wizard of Oz
Wizard of Oz (Box)
Imagens...
As 12 mais...
Os 12 mais...
Atores do cinema mudo
Atrizes do cinema mudo
Atrizes parecidas
Audrey
Barbra Streissent
Bailarinas das telas
Beijos Famosos...
Bette Davis na infância
Biquinis...
Bonecas
Bonecos de astros
Bonecas by Juan Albuerne
Capas de Revistas
Calçada da Fama
Cary Grant
Caricaturas
Caricaturas (+)
Carros
Casais de Hollywood
Casais de Hollywood (+)
Casamentos de Lyz Taylor
Casamentos fora das telas
Cecil Beaton
Cenas Inesquecíveis
Colorizadas
Cleopatras no cinema
E quando chega a noite...
Estátuas
Envelheceram bonitas...
Evolução: Joan Crawford
Evolução: Judy Garland
Evolução: Lana Turner
Evolução: Liz Taylor
Evolução: Marlon Brando
Evolução: Shirley Temple
Fotografias parecidas
Famosos já idosos
Famosos já idodos (+)
Filhos de famosos
Fumantes
Grandes momentos da dança
Infância das estrelas
Infância dos astros
Jane Powell ontem e hoje
Life (Capas)
Marilyn Monroe
Marylin Monroe (+)
Maiôs
Montagens minhas
Netos de Chaplin
Noivas das telas
Propagandas
Posters
Posters (+)
Residências
Romances em Hollywood
Rostos mais marcantes
Sósias
Trajes de filmes
Trajes (+)

 

Blogs amigos
Alejandro Pasion
Antigas ternuras
Baú de Filmes
Balaio de Letras
Balaio Vermelho
Café Preto
Cinediário
Cinelândia
Cinéfilos
Classic Movies
Extranumérico
Literatura Fantástica
Luzes da Cidade
Moinhos de vento
O carcere de Asas
O apanhador de sonhos
Paulo Patriota
Renato Queiroz

 

Blogs/Flogs Clássicos
Actrices
Audrey Hepburn
Audrey the best
Ava Gardner
Barbra Streissend
Betty Page
Catherine Deneuve
Charles Chaplin
Cinema Clássico
Classic Years
Classic Movies
Classic Glamour
Clark Gable
Divas do cinema
Elvis Live
Elizabeth Montgomery
Frank Sinatra
Frank Sinatra Fan
Filme antigo
Glamour cinema
Grace Kelly
Greta Garbo
Ingrid Bergman
Jayme Mansfield
James Dean
James Dean Love
Jean Harlow
Judy blog
Jootes (Judy Garland)
Judy Garland
Lauren Bacall
Lilian Gish
Louise Brooks
Liza Minelli
Marilyn e Rita
Miss Monroe
Marilyn Monroe
Marlene Dietrich
Monde du Cinema
Movie Ladies
Morada dos Deuses
Natalie Wood
Rita Hayworth
Romy Shneider
Scandal
Sweet Marilyn
Shirley Temple
Silent Stars
Veronica Lake
Vivien Leigh

 Serviço de comentários provido por comentar.com.br

Dê uma nota
 Dê-me 10 agora!





Arquivos do Purviance
  01/01/2008 a 31/01/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/11/2007 a 30/11/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/07/2007 a 31/07/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007
  01/01/2007 a 31/01/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004
  01/06/2004 a 30/06/2004
  01/05/2004 a 31/05/2004
  01/04/2004 a 30/04/2004
  01/03/2004 a 31/03/2004
  01/02/2004 a 29/02/2004


 



Carole Lombard e Clark Gable

            Carole Lombard, morta aos 33 anos, deixou uma multidão de fãs arrasados. E um Clark Gable inconsolável até o fim de sua vida. Jane Alice Peters nasceu em Fort Wayne, Indiana. Aos 8 anos de idade mudou-se para a Califórnia, depois do divórcio de seus pais. Já aos 13 anos estreava em “A perfect crime” (1921). Depois de algumas peças de teatro foi contratada pela 20Th Fox, vindo a participar de inúmeras películas, dentre as quais “Marriage in transit” (1925). Em 1926 teve que se submeter a uma cirurgia plástica para retirar cicatrizes de seu rosto, depois de um terrível acidente de carro. Passou a trabalhar com o mestre das comédias pastelões, Mack Sennett, e se consagrou como atriz cômica.

            Na década de 30 casou-se com o ator William Powell, porém não durou muito. No final da década estava casada com o Rei de Hollywood, Clark Gable, e formavam um dos casais mais carismáticos do cinema. O casal adorava se refugiar em sua fazenda, onde pescavam e se reuniam com os amigos. Em 1942 ela ingressou numa viagem para apoiar as tropas americanas contra Hitler. Não voltou mais. Em 16 de janeiro seu avião chocou-se contra as rochas, perto de Nevada. Tinha 33 anos. Ao ser avisado do acontecimento, um Clark transtornado encaminhou-se ao local, para procurar Carole, ainda na esperança de encontra-la viva. Os bombeiros acharam melhor tira-lo de lá, o que ele obedeceu somente quando o lembraram do espírito alegre de Carole, e que ela não gostaria de vê-lo ali chorando. Clark decerto tinha outras amantes, mas Carole era sua grande paixão. Depois disso Gable alistou-se no exército (numa ânsia de livrar-se de tudo aquilo que trazia a lembrança dela). Ao retornar afastou-se de todos os amigos que tinham em comum, e anos após a morte dela, ainda os evitava. Ele casou-se mais uma vez, porém a esposa era ciente que ele ainda sentia falta de Carole. Decerto ele tentou e até consegui alguns momentos de felicidade, como ele mesmo disse, mas jamais a esqueceu.

 








- Postado por: Carla Anjos às 19h28
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Algum dia, amor...

Pois é, amores que vêm e vão, tão rápidos quanto a vida. Um grande beijo a todos.








- Postado por: Carla Anjos às 10h07
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Antes e depois...








- Postado por: Carla Anjos às 13h51
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Father's little dividend

            Sabe quando você quer ver um filme simplesmente para relaxar, sem querer se preocupar com a mensagem que ele tem a lhe passar? Foi essa a sensação que tive com Father’s little dividend. A continuação de “O pai da noiva” consegue isso e vai além. Vai além porque reúne novamente em cena nada mais do que Spencer Tracy, Liz Taylor e Joan Bennett.

            Nessa continuação, Stanley Banks está feliz, depois que sua filha se casou. Os dias transcorrem normalmente, calmamente, até que um belo dia sua filha surge e informa que está grávida. É o começo de mais uma agonia na vida deste pai, que tem que suportar crises matrimoniais e depressão pré parto de sua filha. Ponto para as cenas que antecedem o parto, com as brigas entre os avós (que tentam de todas as maneiras se tornarem os avós preferidos) e as cenas em que eles esperam ansiosos o parto.

            Acontece que a criança implica logo com o avô, tornando a vida dele um verdadeiro inferno. Liz na verdade acaba sendo a que menos aparece em cena. Realmente o pai (agora avô) e neto roubam as atenções, uma briga de iguais, duas crianças em cena.

 

Ano: 1951, 80 minutos, preto e branco.

Elenco: Spencer Tracy, Joan Bennett, Elizabeth Taylor, Don Taylor, Billie Burke, Moroni Olsen, Richard Rober, Marietta Canty, Russ Tamblyn, Tom Irish, Hayden Rorke, Paul Harvey.

 








- Postado por: Carla Anjos às 18h12
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Porque EU gosto de Grant

Sim, sim, eu sei que ele era gay, mas isso nunca o impediu de ser um dos pares mais desejados de Hollywood...








- Postado por: Carla Anjos às 10h13
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Um pouco do que estou aprendendo sobre o CINEMA BRASILEIRO

            A primeira sessão de cinema no Brasil aconteceu no início de julho de 1897, no Rio de Janeiro. Após um ano, era inaugurado o primeiro cinema brasileiro, na rua do Ouvidor. O primeiro filme só viria em 1898, filme em que apareciam algumas cenas do Rio de Janeiro, dentre elas a baía de Guanabara.

            Na verdade, esses primeiros filmes eram essencialmente documentários sobre a cidade. Bem, a partir de 1907, com o aumento do fornecimento de energia no país, abrem-se dezenas de salas no Rio e em São Paulo. Os filmes estrangeiros então quase que dominam todo o espaço, mas começam a surgir obras essencialmente brasileiras, como Os Estranguladores (1908), de Antonio Leal, considerado o primeiro filme ficcional do Brasil. Fora esse o estilo era mais de documentários.

            A partir daí vários gêneros foram surgindo, como melodramas, dramas históricos, histórias de carnaval e comédias. Antônio Leal ainda é considerado o grande realizador dessa época. Mas como a entrada e aceitação dos filmes estrangeiros sempre foi mais aceita que o cinema brasileiro (sim, desde aquela época), o nosso cinema acabava sendo feito mais por encomenda, com manifestações isoladas (ninguém queria se arriscar em algo que provavelmente não seria visto mesmo). Ah, vi uma vez um filme mudo sobre um casal que passa por crises, porque o marido não dá o valor devido à esposa. Ela arquiteta um plano que o faz enxergar o tipo de mulher que tinha em casa, e valoriza-la.

            A partir de 1915, nossa literatura passou a ser o assunto principal dos filmes: Iracema, Inocência, O Guarani. O único, infelizmente, dessa época que eu tive a oportunidade de ver foi A princesa Isabel (que em certos aspectos até me fez rir pela forma como retratava a chamada libertadora dos escravos, quase uma santa. A tomada de imagens também me lembrou tanto a novela Pantanal, com aquelas looooongas tomadas de mato, como que para fortalecer a imagem de que o Brasil era isso mesmo). Bem, me parece que a tendência era mesmo mostrar um Brasil moralista.

            A década de 30 trouxe a explosão do cinema brasileiro. Chegava a época dos grandes estúdios. O primeiro foi a Cinédia (que passa a produzir dramas e comédias lançando artistas como Carmem Miranda, Oscarito e Grande Otelo), do Rio e, posteriormente a Atlântica (famosa pelas chanchadas e filmes baratos, teve estrelas como Dercy Gonçalves, Zé Trindade e Oscarito). No final da década de 40 surge a Vera Cruz, que almejava criar produções que competissem como o cinema Hollywoodiano. O cangaceiro (1953), de Lima Barreto, chegou a fazer sucesso lá fora. Mazzaropi é um dos grandes sucessos dessa época.

            Infelizmente eu não tenho grande conhecimento sobre o cinema brasileiro dessa época. Assisti a poucos filmes, dois com a Dercy Gonçalves (sim, ela!) e alguns com a Tonia Carrero (belíssima, belíssima, não deixando nada à dever às belas estrangeiras). Vi a Sinhá Moça, do Anselmo Duarte e o Pagador de Promessas. Muito pouco para quem gosta de cinema. Gostaria de saber um pouco mais, mas, como é difícil encontrar filmes brasileiros. Como é difícil alimentar minha curiosidade.

 








- Postado por: Carla Anjos às 19h57
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Vida








- Postado por: Carla Anjos às 15h06
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




The Kid: a história de um filme, ou o filme de uma vida: Jackie Coogan

Depois de Idílio Campestre, eu me sentia inteiramente vazio de idéias. Em busca de um alívio para esse desespero fui ao Orpheum à procura de distrações e, nesse estado de espírito, vi um dançarino excêntrico, que nada tinha de extraordinário, mas que, ao terminar o número, trouxe ao palco o seu filhinho, garoto de quatro anos, para o agradecimento ao público. O garoto de súbito deu alguns engraçados passos de dança e, lançando um olhar de inteligência a platéia, fez alguns acenos e desapareceu nos bastidores. A platéia delirou. Isso poderia ser uma banalidade em se tratando de qualquer outra criança, mas Jackie Coogan era realmente um menino encantador. Fizesse o que fizesse, o garotinho possuía uma aliciante personalidade.” (Charles Chaplin, em “Minha vida”)

 

            E foi assim que surgiu uma das duplas mais famosas do cinema, capaz de fazer rir e chorar em The Kid. Após esse encontro, Chaplin ficaria algum tempo sem ouvir falar ou pensar no garotinho. Esse foi um período complicado na vida de Chaplin, sua primeira Mildred perdera o filhinho ao nascer, o casamento declinava e sua criatividade estava abaixo de zero. Embora sorrisse aos amigos e fizesse festa ao vê-los, conta ele que se sentia estéril e vazio.

 

            Até que um dia lhe veio a notícia que Jackie Coogan tinha sido contratado por Roscoe Arbuckle para um filme. Foi o suficiente para seu mundo cair ao não ter pensado nisso. Perdera uma oportunidade. Foi aí que surgiu a idéia de The Kid. Mas o filme não poderia ser o mesmo sem Coogan, pensou ele. Quase que instantaneamente as idéias lhe vinham aos montes, e a depressão aumentava quando ele lembrava que havia perdido a oportunidade. No final, do que adiantava? Alguém lhe sugeriu que procurasse outro garotinho, talvez negro. Mas ele não queria. Jackie era o garoto.

            Mas daí a alguns dias, seu secretário lhe correu com a notícia que mudaria tudo: o Jackie Coogan contratado por Arbuckle tinha sido o pai e não o garoto. Imediatamente Chaplin saltou da cadeira e correu a telefonar para o pai dele. Não iria sossegar até assinar contrato com ele.

            Segundo Chaplin, interpretar com Coogan era fácil, tremendamente fácil. Ele já viera pronto, já dominava todas as regras básicas da pantomina (arte de interpretar com os gestos, imprescindível no cinema mudo).

            Uma curiosidade é a seqüência de cenas mais linda do filme (e do cinema): a cena em que o garoto é levado pelas autoridades policiais para um orfanato. A cena reproduz, de certa maneira o que aconteceu com o próprio Charlie, que também fora afastado da mãe e do irmão, sendo levado num caminhão. Acontece que neste dia, em que a emoção devia aflorar, Coogan parecia estar feliz, feliz até demais. Não conseguia de forma alguma a emoção que a cena necessitava. O menino até contava piadas. Depois Charlie tanto tentar, o pai tomou as rédeas e disse que daria um jeito. E deu. Voltou depois de algum tempo com Jackie em prantos. O garoto estava pronto para a cena. Qual a mágica, Chaplin quis saber. “Bem, disse o pai, falei para ele que se não chorasse, os funcionários o levariam para o asilo de menores”. A cena do choro foi real, pelo menos para Jackie. No final, Chaplin ainda o consolava e dizia-lhe que não o deixariam levar.

            O filme chocou o platéia que esperava um filme comédia de Chaplin. Na verdade o filme mais fazia chorar que rir. O filme tornou Jackie o primeiro astro mirim da história.

E um dos mais bem pagos, ganhando milhões de dólares antes de chegar à adolescência. Casou-se com Betty Gable, mas acabou sem oportunidades no cinema. Amargou anos, até que na década de 60, já velho, foi chamado para fazer o papel de Fester (Tio Funéreo) na série Família Adams, grande sucesso entre 64-66. No cinema fazia pontas como xerifes, detetives ou bêbados, em filmes baratos e em sua maioria de terror. Seu último filme foi Depredador (1984). Mas sua imagem que ficou foi aquela, do garotinho que quebrava vidraças e depois corria para junto do seu pai adotivo, este sim, o grande garoto.








- Postado por: Carla Anjos às 10h53
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________