Sites Purviance...
| |
| Busca |
O que já foi publicado...
Dê uma nota
Dê-me
10 agora!
Carole Lombard, morta aos 33 anos, deixou uma multidão de fãs arrasados. E um Clark Gable inconsolável até o fim de sua vida. Jane Alice Peters nasceu em Fort Wayne, Indiana. Aos 8 anos de idade mudou-se para a Califórnia, depois do divórcio de seus pais. Já aos 13 anos estreava em “A perfect crime” (1921). Depois de algumas peças de teatro foi contratada pela 20Th Fox, vindo a participar de inúmeras películas, dentre as quais “Marriage in transit” (1925). Em 1926 teve que se submeter a uma cirurgia plástica para retirar cicatrizes de seu rosto, depois de um terrível acidente de carro. Passou a trabalhar com o mestre das comédias pastelões, Mack Sennett, e se consagrou como atriz cômica.
Na década de 30 casou-se com o ator William Powell, porém não durou muito. No final da década estava casada com o Rei de Hollywood, Clark Gable, e formavam um dos casais mais carismáticos do cinema. O casal adorava se refugiar em sua fazenda, onde pescavam e se reuniam com os amigos. Em 1942 ela ingressou numa viagem para apoiar as tropas americanas contra Hitler. Não voltou mais. Em 16 de janeiro seu avião chocou-se contra as rochas, perto de Nevada. Tinha 33 anos. Ao ser avisado do acontecimento, um Clark transtornado encaminhou-se ao local, para procurar Carole, ainda na esperança de encontra-la viva. Os bombeiros acharam melhor tira-lo de lá, o que ele obedeceu somente quando o lembraram do espírito alegre de Carole, e que ela não gostaria de vê-lo ali chorando. Clark decerto tinha outras amantes, mas Carole era sua grande paixão. Depois disso Gable alistou-se no exército (numa ânsia de livrar-se de tudo aquilo que trazia a lembrança dela). Ao retornar afastou-se de todos os amigos que tinham em comum, e anos após a morte dela, ainda os evitava. Ele casou-se mais uma vez, porém a esposa era ciente que ele ainda sentia falta de Carole. Decerto ele tentou e até consegui alguns momentos de felicidade, como ele mesmo disse, mas jamais a esqueceu.



Pois é, amores que vêm e vão, tão rápidos quanto a vida. Um grande beijo a todos.



Sabe quando você quer ver um filme simplesmente para relaxar, sem querer se preocupar com a mensagem que ele tem a lhe passar? Foi essa a sensação que tive com Father’s little dividend. A continuação de “O pai da noiva” consegue isso e vai além. Vai além porque reúne novamente em cena nada mais do que Spencer Tracy, Liz Taylor e Joan Bennett.
Nessa continuação, Stanley Banks está feliz, depois que sua filha se casou. Os dias transcorrem normalmente, calmamente, até que um belo dia sua filha surge e informa que está grávida. É o começo de mais uma agonia na vida deste pai, que tem que suportar crises matrimoniais e depressão pré parto de sua filha. Ponto para as cenas que antecedem o parto, com as brigas entre os avós (que tentam de todas as maneiras se tornarem os avós preferidos) e as cenas em que eles esperam ansiosos o parto.
Acontece que a criança implica logo com o avô, tornando a vida dele um verdadeiro inferno. Liz na verdade acaba sendo a que menos aparece em cena. Realmente o pai (agora avô) e neto roubam as atenções, uma briga de iguais, duas crianças em cena.
Ano: 1951, 80 minutos, preto e branco.
Elenco: Spencer Tracy, Joan Bennett, Elizabeth Taylor, Don Taylor, Billie Burke, Moroni Olsen, Richard Rober, Marietta Canty, Russ Tamblyn, Tom Irish, Hayden Rorke, Paul Harvey.




Sim, sim, eu sei que ele era gay, mas isso nunca o impediu de ser um dos pares mais desejados de Hollywood...

A primeira sessão de cinema no Brasil aconteceu no início de julho de 1897, no Rio de Janeiro. Após um ano, era inaugurado o primeiro cinema brasileiro, na rua do Ouvidor. O primeiro filme só viria em 1898, filme em que apareciam algumas cenas do Rio de Janeiro, dentre elas a baía de Guanabara.
Na verdade, esses primeiros filmes eram essencialmente documentários sobre a cidade. Bem, a partir de 1907, com o aumento do fornecimento de energia no país, abrem-se dezenas de salas no Rio e em São Paulo. Os filmes estrangeiros então quase que dominam todo o espaço, mas começam a surgir obras essencialmente brasileiras, como Os Estranguladores (1908), de Antonio Leal, considerado o primeiro filme ficcional do Brasil. Fora esse o estilo era mais de documentários.
A partir daí vários gêneros foram surgindo, como melodramas, dramas históricos, histórias de carnaval e comédias. Antônio Leal ainda é considerado o grande realizador dessa época. Mas como a entrada e aceitação dos filmes estrangeiros sempre foi mais aceita que o cinema brasileiro (sim, desde aquela época), o nosso cinema acabava sendo feito mais por encomenda, com manifestações isoladas (ninguém queria se arriscar em algo que provavelmente não seria visto mesmo). Ah, vi uma vez um filme mudo sobre um casal que passa por crises, porque o marido não dá o valor devido à esposa. Ela arquiteta um plano que o faz enxergar o tipo de mulher que tinha em casa, e valoriza-la.
A partir de 1915, nossa literatura passou a ser o assunto principal dos filmes: Iracema, Inocência, O Guarani. O único, infelizmente, dessa época que eu tive a oportunidade de ver foi A princesa Isabel (que em certos aspectos até me fez rir pela forma como retratava a chamada libertadora dos escravos, quase uma santa. A tomada de imagens também me lembrou tanto a novela Pantanal, com aquelas looooongas tomadas de mato, como que para fortalecer a imagem de que o Brasil era isso mesmo). Bem, me parece que a tendência era mesmo mostrar um Brasil moralista.
A década de 30 trouxe a explosão do cinema brasileiro. Chegava a época dos grandes estúdios. O primeiro foi a Cinédia (que passa a produzir dramas e comédias lançando artistas como Carmem Miranda, Oscarito e Grande Otelo), do Rio e, posteriormente a Atlântica (famosa pelas chanchadas e filmes baratos, teve estrelas como Dercy Gonçalves, Zé Trindade e Oscarito). No final da década de 40 surge a Vera Cruz, que almejava criar produções que competissem como o cinema Hollywoodiano. O cangaceiro (1953), de Lima Barreto, chegou a fazer sucesso lá fora. Mazzaropi é um dos grandes sucessos dessa época.
Infelizmente eu não tenho grande conhecimento sobre o cinema brasileiro dessa época. Assisti a poucos filmes, dois com a Dercy Gonçalves (sim, ela!) e alguns com a Tonia Carrero (belíssima, belíssima, não deixando nada à dever às belas estrangeiras). Vi a Sinhá Moça, do Anselmo Duarte e o Pagador de Promessas. Muito pouco para quem gosta de cinema. Gostaria de saber um pouco mais, mas, como é difícil encontrar filmes brasileiros. Como é difícil alimentar minha curiosidade.





“Depois de Idílio Campestre, eu me sentia inteiramente vazio de idéias. Em busca de um alívio para esse desespero fui ao Orpheum à procura de distrações e, nesse estado de espírito, vi um dançarino excêntrico, que nada tinha de extraordinário, mas que, ao terminar o número, trouxe ao palco o seu filhinho, garoto de quatro anos, para o agradecimento ao público. O garoto de súbito deu alguns engraçados passos de dança e, lançando um olhar de inteligência a platéia, fez alguns acenos e desapareceu nos bastidores. A platéia delirou. Isso poderia ser uma banalidade em se tratando de qualquer outra criança, mas Jackie Coogan era realmente um menino encantador. Fizesse o que fizesse, o garotinho possuía uma aliciante personalidade.” (Charles Chaplin, em “Minha vida”)
E foi assim que surgiu uma das duplas mais famosas do cinema, capaz de fazer rir e chorar em The Kid. Após esse encontro, Chaplin ficaria algum tempo sem ouvir falar ou pensar no garotinho. Esse foi um período complicado na vida de Chaplin, sua primeira Mildred perdera o filhinho ao nascer, o casamento declinava e sua criatividade estava abaixo de zero. Embora sorrisse aos amigos e fizesse festa ao vê-los, conta ele que se sentia estéril e vazio.
Até que um dia lhe veio a notícia que Jackie Coogan tinha sido contratado por Roscoe Arbuckle para um filme. Foi o suficiente para seu mundo cair ao não ter pensado nisso. Perdera uma oportunidade. Foi aí que surgiu a idéia de The Kid. Mas o filme não poderia ser o mesmo sem Coogan, pensou ele. Quase que instantaneamente as idéias lhe vinham aos montes, e a depressão aumentava quando ele lembrava que havia perdido a oportunidade. No final, do que adiantava? Alguém lhe sugeriu que procurasse outro garotinho, talvez negro. Mas ele não queria. Jackie era o garoto.
Mas daí a alguns dias, seu secretário lhe correu com a notícia que mudaria tudo: o Jackie Coogan contratado por Arbuckle tinha sido o pai e não o garoto. Imediatamente Chaplin saltou da cadeira e correu a telefonar para o pai dele. Não iria sossegar até assinar contrato com ele.
Segundo Chaplin, interpretar com Coogan era fácil, tremendamente fácil. Ele já viera pronto, já dominava todas as regras básicas da pantomina (arte de interpretar com os gestos, imprescindível no cinema mudo).
Uma curiosidade é a seqüência de cenas mais linda do filme (e do cinema): a cena em que o garoto é levado pelas autoridades policiais para um orfanato. A cena reproduz, de certa maneira o que aconteceu com o próprio Charlie, que também fora afastado da mãe e do irmão, sendo levado num caminhão. Acontece que neste dia, em que a emoção devia aflorar, Coogan parecia estar feliz, feliz até demais. Não conseguia de forma alguma a emoção que a cena necessitava. O menino até contava piadas. Depois Charlie tanto tentar, o pai tomou as rédeas e disse que daria um jeito. E deu. Voltou depois de algum tempo com Jackie em prantos. O garoto estava pronto para a cena. Qual a mágica, Chaplin quis saber. “Bem, disse o pai, falei para ele que se não chorasse, os funcionários o levariam para o asilo de menores”. A cena do choro foi real, pelo menos para Jackie. No final, Chaplin ainda o consolava e dizia-lhe que não o deixariam levar.
O filme chocou o platéia que esperava um filme comédia de Chaplin. Na verdade o filme mais fazia chorar que rir. O filme tornou Jackie o primeiro astro mirim da história.
E um dos mais bem pagos, ganhando milhões de dólares antes de chegar à adolescência. Casou-se com Betty Gable, mas acabou sem oportunidades no cinema. Amargou anos, até que na década de 60, já velho, foi chamado para fazer o papel de Fester (Tio Funéreo) na série Família Adams, grande sucesso entre 64-66. No cinema fazia pontas como xerifes, detetives ou bêbados, em filmes baratos e em sua maioria de terror. Seu último filme foi Depredador (1984). Mas sua imagem que ficou foi aquela, do garotinho que quebrava vidraças e depois corria para junto do seu pai adotivo, este sim, o grande garoto.


