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Os circos em geral nunca me atraíram. Quando criança muitas vezes era levada pelos meus pais, que ficavam um tanto quanto surpresos por uma criança não se sentir fascinada ao ver o espetáculo. Coisas minhas. Acho até que deve ser por esse motivo que eu não me agrado muito desse filme de Chaplin, embora admire e até assista. Na verdade também não era um dos preferidos dele também, mas pelos motivos trágicos que envolveram toda a filmagem: foi nesse período que sua segunda esposa, Lita Grey, moveu o processo de separação contra ele, e num instante detalhes de uma vida íntima estavam nos tablóides e sendo vendidos em todas as esquinas. Filmes pornográficos também foram feitos, tendo como imagem uma garota jovem com um homem de chapéu e bengala. Nesse período sua mãe Hannah, enfraquecida pela loucura e pela fome que passara na juventude, faleceu. Ele passou um longo período sem idéias, e quando as teve, um incêndio no estúdio destruiu todos os cenários. E não foi só isso, a cena final, em que os carros vão embora, teve que ser refilmada, e as carruagens simplesmente tinham sido roubadas.
Bem, mesmo com isso o filme conta com cenas memoráveis, e inegável que se trata de um de seus melhores experimentos. As cenas em que o vagabundo invade a arena do circo, acidentalmente, e faz o verdadeiro show são a melhor parte do filme. A cena em que ele está se equilibrando no fio e vêm uns macacos para cima dele foi resultado de um pesadelo que ele teve, em que macacos invadiam sua cama. E o medo que vemos nos olhos dele quando divide a cena com o leão é verdadeira: ele realmente estava com pavor, mas negava-se a fazer a cena com uma grade separando-o do animal.
Ponto para o personagem vagabundo, sempre tão imprevisível. Por ele sentimos pena (quando é escravizado pelo dono do circo) e também surpreende-nos vê-lo tomando o lanche de uma criancinha. Chutar traseiros de guardas nele já tinha se tornado uma tradição, nem se fala.
Como estrela Chaplin contratou uma amiga de sua esposa, Merna Kennedy (que morreu tão jovem...), e também com ela se envolveu durante as filmagens. Claro que o vagabundo não teria o seu amor, é destino dele continuar sozinho, pela estrada. A estrela solitária.


Nascimento: junho de 1879 – Yalta, Rússia
Morte: 2 de julho de 1945 – Califórnia.
Esta russa era considerada uma das mais exóticas estrangeiras que chegaram em Hollywood. Mariam Edez Adelaida, mais conhecida como Alla Nazimova foi a terceira de três filhos. Desde o início sua vida foi instável, já que era filha de um pai violento e separado da mãe. Ainda jovem foi morar com a família na Suíça, onde demonstrou grande talento para a música, iniciando as lições de violino aos 7 anos.
Seu pai foi contra, chegando várias vezes a batê-la. Isto lhe causou um pânico e depressão, que lhe acompanharam por toda a sua vida. Estudou no Consercatório de São Petersburgo, trocando a música, posteriormente, pelo teatro. Estudou com Stanilslavsky, e também com Chekhov. Aos 25 anos já fazia sucesso na Broadway, e em 1916 estreou no cinema com o filme “War Brides”. Fazia muitas festas em sua propriedade chamada “Garden of Alah”, localizada perto do Sunset Boulevard. Depois de estrelar vários filmes, voltou ao teatro em 1925. Mas acabou voltando, para fazer personagens marcantes como a mãe de Tyrone Power em Sangue e Areia (41) e a marquesa em “The bridge os San Luis” (44). Alla morreu na Califórnia, de trombose coronária.
FILMES
1944 In Our Time
1944 The Bridge of San Luis Rey
1944 Since You Went Away
1943 The Song of Bernadette
1941 Blood and Sand
1940 Escape
1925 My Son
1925 The Redeeming Sin
1924 Madonna of the Streets
1922 A Doll's House
1922 Salome
1921 Camille
1920 Stronger Than Death
1920 The Heart of a Child
1919 Out of the Fog
1919 The Brat -
1919 Red Lantern
1918 Eye for Eye
1918 Revelation
1916 War Brides


Pensei numa palavra para definir esse livro. A única que me veio foi “cru”. Esse é um livro cru. Não cru no sentido de ser indigerível, nem de ser áspero e cruel com o biografado. Ele é cru no sentido de afastar-se no ponto exato, de mostrar de forma quase imparcial a história dessa magnífica atriz. Durante três semanas posso dizer que convivi com Judy: Acompanhei cada fase de sua vida, desde sua infância, com sua estréia nos palcos aos 2 anos, até a idade adulta, quando tinha medo deles.
Shipman nos deixa espaço para pensar se gostamos, simpatizamos, amamos, odiamos ou seja lá o que for. Ele mostra como uma realidade específica pode transformar um espírito sensível como o de Judy. No início uma jovenzinha humilde, que escutava a todos, que se deixava levar pela mãe, que tinha medo, traumas (sentia-se gorda, imensamente gorda e feia), que se ressentia quando lhe desprezavam (ficou 1 ano encostada na MGM porque ela não sabia o que fazer com uma pré adolescente que cantava com voz de adulta). Uma mulher que sorria quando as coisas pareciam piorar, que no fundo do poço ainda levantava e dizia: “bem, o bom é que pior não fica...”, e sorria e começava tudo de novo, fazendo dos fatos uma piada a ser contada aos outros. A mesma pessoa que acabava prejudicando os estúdios (com o tempo passou a ficar instável, faltava nas filmagens, chegava tarde, adoecia, engordava e emagrecia, dava shows de estrelismos) sabia reconhecer quando estava errada, e pedia desculpas em público. E era difícil, realmente difícil resistir quando ela fazia isso.
Essa mulher descontrolada amava cantar. Amava muito, mas muito mais do que interpretar. Aos dois anos ela pulou no palco e saiu carregada de lá. Por ela ficaria a noite toda. Foi a primeira vez que sentiu os aplausos, e viciou. E como ela amava o público. E como os tratava bem, sentia-se em êxtase quando os aplausos lhe cercavam. Muitas vezes cantava mais de quatro vezes a última música, e , como criança, tinha que sair carregada do palco (dessa vez exausta e abalada por conta da mistura de drogas que ingeria para conseguir ficar de pé).
A medida que sua vida vai se extinguindo (numa mistura de anti depressivos, controladores de peso, soníferos e bebidas), as dívidas (quando morreu tinha 4 milhões de dólares em dívidas) e os processos contra ela aumentando ela ainda seguiu, tropeçando. É difícil o último capítulo, que narra seus últimos tempos, já sem casa, com um marido que lhe explora, e uma filha que, assim como ela própria (que rejeitou a sua até o fim da sua vida), não se dá bem com a mãe. Dormindo de casa em casa, de favor, até que um dia encontra a morte, não se sabe se por acidente, ou se de propósito. Segundo seu médico, “Ela estava vivendo em tempo emprestado. Quando examinei Garland há oito anos, ela estava com cirrose nos rins. Achei que seria muito bom ela durar uns 5 anos. Ela viveu três a mais do que imaginei.”
Livros bajuladores não nos fazem sentir que estamos conhecendo a verdadeira face do biografado. Bem, confesso que para mim é difícil distanciar-me, principalmente quando se trata de alguém a quem cativo. Mas acabo admirando quem consegue isso. Quem puder, quiser ou conseguir...
Carla Anjos
(Para ler: SHIPMAN, David. Judy Garland: a primeira biografia completa. Record, 1997)
Num impulso louco, entrei na Livraria Cultura e o Box “E o vento Levou” olhou para mim e disse: “Sou seu, queridinha! LEVE-ME AGORA!!”. Claro que diante de uma declaração tão forte como essa eu não poderia ficar imune. Levei. E saboreei durante váaaaaarias semanas, pouco a pouco, como criança que toma um sorvete bem devagarinho pra sentir o gosto por muito tempo ainda.
Vocês têm noção do que os quatro dvds trazem? Os extras são puro deleite. 2horas de Making of (que mostra todo o processo, desde a seleção de atrizes para o papel de Scarlett, e para os outros papéis, curiosidades, como o fato de Clark Gable não querer o papel de Rhet, até a estréia magistral em Atlanta). Há também vários documentários que falam da vida dos principais astros Clark Gable (Relembrando o Rei), Vivien Leigh (Scarlett e muito mais) e Olívia de Havilland (com uma deliciosa narrativa sobre sua participação nessa obra). Bem, claro que os atores coadjuvantes não foram deixados de lado, com suas fichas completas.
Os dvds contam ainda com um documentário sobre a restauração de E o vento Levou, um curta metragem sobre a estréia do filme, um comentário sobre A Guerra Civil de Atlanta , traillers, versões estrangeiras e, ufa, o filme.
Filme que eu, pude conferir sabendo tudo (ou quase tudo) o que ocorreu por trás da obra.
Algumas que fizeram testes e a opinião de Selznick sobre suas atuações:
Lana Turner: considerada jovem demais para o papel.
Katherine Hepburn: carecia da sensualidade que o papel requeria.
Bete Davis: não tinha a beleza necessárias à Scarlett.
Paulette Goddard: a que chegou mais perto do papel, tinha a sensualidade e a beleza.




Muita gente me pergunta quem foi Edna Purviance. Pra quem não sabe...
Ela era secretária quando Chaplin a conheceu, não era uma atriz nata, e ele sabia (e preferia) assim.
Sua imagem na tela era sempre a de uma coitadinha, tristinha, o que levou muitos críticos a acreditarem que ela era assim também. Mas não, ela era uma criatura agradabilíssima e bem humorada. Dessa maneira ela conquistou Charles.
Edna e Charles namoraram durante 3 anos. Ela, além de ser a atriz principal de seus curtas da Mutual, acabava sendo também sua consultora de modas, secretária e companhia.
Ela fez com ele sucessos como "The kid" , "The Champion", "O Imigrante" , "Sunnyside" e ele acabou por homenagea-la com "Woman in Paris" (primeiro filme dramático de Chaplin, onde ele somente dirigiu).
Depois de "Woman in Paris", Edna decidiu se afastar da carreira artística. Ela e Chaplin já haviam se separado.
Mesmo depois de ter saído da Companhia, Chaplin pagou seu salário até a morte dela, de cancer, em 1958. Ela sempre mandava para ele cartinhas (que ele guardou até o fim) com piadas, e também contava como ia sua vida.







Será que alguem consegue descobrir quem são? Acho que não dei muitas pistas, né?