Sites Purviance...
| |
| Busca |
O que já foi publicado...
Dê uma nota
Dê-me
10 agora!

Susan (Garland) é uma jovem sonhadora, que abandona seu lar indo ao encontro de um homem que conhece apenas através de cartas. No trem conhece as garçonetes de Harvey, que estão de mudança para o velho Oeste, com o intuito de civiliza-los. Quando chegam à cidade, Susan decepciona-se ao descobrir que foi vítima de uma brincadeira, e que o seu suposto noivo é apenas um caipira. Na verdade, as cartas haviam sido escritas por Ned Trend (Hodiak), o dono do Saloon. Susan torna-se uma das garçonetes e a briga entre elas e as garotas do Saloon é acirrada.
Elas, com o tempo conseguem mostrar ao povo da cidade os benefícios de uma diversão sadia. Ned, o dono do Saloon acaba por também se apaixonar por Susan.
Judy Garland, John Hodiak, Ray Bolger, Preston Foster, Virginia O'Brien, Angela Lansbury, Marjorie Main, Chill Wills, outors.
* Esse foi o segundo musical de Garland ambientado no passado americano. Um dos primeiros em que se vê a artista principal dividindo os musicais com outros astros, em duetos, trios e grupos.
* A primeira cena em que ela surge, é puro sonho, com uma Susan apaixonada e cantando “The Valley the Evening Sun Goes Down”.
* Outro ponto alto é a música “It’s a Great Big World”, cantado por Garland, O’Brien e Charisse, enquanto dançam de camisola.
* As filmagens iniciaram em 12 de janeiro e terminaram depois do prazo, em 5 de junho. Isso por conta das constantes faltas de Judy, e aos seus ataques de pânico, que a faziam abandonar os sets sem um motivo aparente.
* O resultado disso tudo, foi que algumas cenas tiveram que ser feitas sem Judy, usando-se uma modelo que ficava de costas enquanto John Hodiak aparece em close.
* Ao se defender dos constantes atrasos e faltas neste filme, Judy falou, certa vez: “Eu estava uma pilha de nervos por dormir tão pouco. Eu não estava em condições de suportar a tensão do estúdio. O estúdio tornara-se uma casa assombrada. Eu fazia tudo para não gritar cada vez que um diretor olhava pra mim”.
“Garland interpreta de forma agradável.” (New York Times)
“A senhorita Garland não está tão desinibida quanto em Agora seremos felizes, mas mesmo assim ela parece ter se divertido bastante nas filmagens”. (Time)
Grace Kelly, no seu último filme antes do casamento com o príncipe Rainer, parece fazer o seu papel de sempre: uma mulher rica, com problemas fúteis.
Aqui ela é a elegante senhora da alta sociedade Tracy Lord, se preparando para casar novamente. No seu caminho, está seu ex-marido (Bing Crosby), um homem irritantemente simpático. Seu noivo(John Lund) passa a ser apenas uma figuração, quando entram em cena Crosby e Sinatra.
Na semana em que antecede o casamento, o tio de Tracy contrata um fotógrafo (Sinatra) para cobrir o evento, o que ela não gosta.. O filme conta ainda com a participação toda especial de Louis Armstrong, como um dos integrantes de uma banda que participa de um concurso. Depois de alguns incidentes, o final esperado, e muitas, muitas músicas de Sinatra e Crosby.
Créditos: MGM, technicolor, 107 minutos
Produzido por
MGM, 1956, Technicolor, 107min, ****
Produzido por: Sol C. Siegel
Direção: Charles Walters
Direção musical: Johnny Green
Elenco
Bing Crosby ... C.K. Dexter-Haven
Grace Kelly ... Tracy Lord
Frank Sinatra ... Mike Connor
Celeste Holm ... Liz Imbrie
John Lund ... George Kittredge
Louis Calhern ... Uncle Willie
Sidney Blackmer ... Seth Lord
Louis Armstrong and His Band ... Themselves
Margalo Gillmore ... Mrs. Seth Lord
Lydia Reed ... Caroline Lord
Gordon Richards ... Dexter-Haven's Butler
Richard Garrick ... Lord's Butler


A estrela de Hollywood tinha 73 anos e sofria de um câncer no útero
Robert Berkvist
Em Nova York
Anne Bancroft, consagrada na história do cinema como a marcante Mrs. Robinson, a sedutora que devora a candidato a namorado da sua filha (interpretado por Dustin Hoffman), no filme "A Primeira Noite de um Homem" ("The Graduate", EUA, 1967), e também lembrada pela sua interpretação sensível, tanto no teatro quanto nas telas de cinema, de Annie Sullivan, a professora que conduz a cega e surda Helen Keller das trevas para a luz em "O Milagre de Annie Sullivan" ("The Miracle Worker", EUA, 1962), morreu na segunda-feira (6/6) no Centro Médico Monte Sinai.
Segundo John Barlow, porta-voz da família, a causa da morte foi um câncer de útero. Ela tinha 73 anos e possuía residências em Water Mill, no Estado de Nova York; em Manhattan e em Los Angeles.
Os papéis bastante dissimilares feitos por ela foram uma marca registrada da longa carreira de Bancroft.
Durante os mais de 50 anos em que atuou no cinema, no teatro e na televisão, ela fez diversos trabalhos, como a "Mãe Coragem", de Brecht, a madre superior de um convento, uma bailarina idosa, e a primeira-ministra Golda Meir, de Israel, tendo recebido repetidos elogios.
Arthur Penn, que dirigiu as suas atuações premiadas da Broadway em "Two for the Seesaw" ("Dois na Gangorra") e "The Miracle Worker" ("O Milagre de Annie Sullivan"), ambos de William Gibson, explica a atriz da seguinte forma: "Acontecem mais coisas na face de Bancroft em dez segundos do que na face da maioria das mulheres em dez anos".
Bancroft trabalhava duro para ingressar em um plano subjacente, encarnando o seu papel da forma mais profunda possível. Enquanto ensaiava para "O Milagre de Annie Sulivan", ela colocou uma venda nos olhos para melhor entender a cegueira de Helen Keller, aprendeu a linguagem de sinais e passou um período em uma instituição para deficientes visuais. Ao se preparar para "Golda", ela viajou a Israel e conheceu e observou Meir.
Bancroft se interessava mais pela performance do que pela teoria, embora tenha sido integrante do Actors Studio no início da carreira. O ator Rod Steiger certa vez lhe deu uma cópia do texto de Konstantin Stanislavsky sobre interpretação teatral. "Ainda tenho o texto", disse ela alguns anos depois. "Mas nunca o li".
Os pontos mais marcantes da carreira artística de Bancroft foram, sem dúvida, as duas peças de Gibson e "A Primeira Noite de um Homem". Ela já havia acumulado uma longa lista de trabalhos elogiados em dramas para a TV quando se mudou para Hollywood no início dos anos 50 para se juntar à multidão de jovens candidatas ao estrelato que lutavam para conseguir atuar em filmes de segunda e terceira categoria.
Ela foi uma das poucas que conseguiu trabalhos contínuos, tendo aparecido em mais de dez filmes classe C com títulos como "O Tesouro do Condor Dourado", "Gorila a Solta" e "Demétrio e os Gladiadores".
Desencantada, após cerca de cinco anos, e recém-divorciada, ela retornou a Nova York com a promessa de atuar em uma nova peça da Broadway chamada "Dois na Gangorra".
Era uma peça de dois personagens, na qual Henry Fonda estrelava como um advogado deprimido do meio-oeste, afligido por problemas conjugais, e que veio para Nova York, onde conheceu Gittel Mosca, uma atraente, embora excêntrica, jovem boêmia do Bronx.
Eles são duas almas perdidas, que, embora tenham estilos de vida totalmente diferentes, conseguem ajudar um ao outro. Bancroft, que era não só atraente e excêntrica, mas também nascida e criada no Bronx, se inscreveu para o papel e o conseguiu.
Após um início tumultuado --ela praticamente não tinha experiência com a ribalta--, encontrou-se rapidamente no papel. Quando a peça estreou em 1958, Bancroft roubou o espetáculo e acabou recebendo o Prêmio Tony de melhor atriz coadjuvante.
Quando o próximo projeto de teatro de Gibson e Penn ganhou forma no ano seguinte --a história de Helen Keller e da sua professora Annie Sullivan--, eles sabiam quem faria o papel de Sullivan desde o primeiro dia.
O papel de Helen, a garota hostil de dez anos, ficou com Patty Duke. As duas encantavam o palco quando Sullivan lutava para se comunicar com Helen e para acalmar a sua ira, acabando por romper a armadura defensiva da criança. "O Milagre de Annie Sullivan" foi um sucesso estrondoso, e Bancroft conquistou o seu segundo Prêmio Tony, dessa vez o de melhor atriz.
Penn, Gibson e o produtor da peça, Fred Coe, também receberam o Tony. Dois anos, duas peças, dois Tonys. E quando "O Milagre de Annie Sullivan" foi transformada em filme, em 1962, tanto Bancroft quanto Duke receberam o Oscar.
Hollywood agora tinha uma estrela, e Bancroft passou a receber propostas melhores do que, digamos, "Gorila a Solta".
Ela trabalhou com Peter Finch em "Crescei e Multiplicai-vos" ("The Pumpkin Eater", EUA, 1964), a adaptação feita por Harold Pinter de um romance de Penelope Mortimer sobre uma mulher que teve um colapso nervoso devido aos hábitos galanteadores do marido.
O filme lhe rendeu uma indicação ao Oscar. A seguir veio "Uma Vida em Suspense" ("The Slender Thread", EUA, 1965), no qual ela faz o papel de uma dona de casa cujo casamento fracassado a leva a tentar o suicídio.
Quando "A Primeira Noite de Um Homem" foi rodado, ela estava mais do que pronta para representar a fêmea alfa e pôde fazê-lo por meio do papel de Mrs. Robinson, de Beverly Hills, a entediada predadora cuja atração sexual pelo jovem Ben Braddock, o filho do colega advogado do seu marido, se constitui em um propulsor mecânico, mas necessário, para o seu ego auto-indulgente.
Dirigido por Mike Nichols, com uma trilha sonora melancólica por Simon e Garfunkel, "A Primeira Noite de Um Homem" foi aclamado como uma sátira social. Bosley Crowther, escrevendo em The New York Times, chamou o filme de "devastador e hilariante" e elogiou "a atuação tristemente altiva e voraz de Bancroft".
Nichols ganhou um Oscar, e Bancroft, Hoffman e Katharine Ross receberam indicações para o prêmio. Esta última fez o papel da filha de Mrs. Robinson.
A fotografia que apareceu nos cartazes de propaganda do filme, mostrando Mrs. Robinson desfiando lentamente a meia de nylon, sob o olhar vidrado de Ben Braddock (Hoffman), se tornou uma imagem clássica do gênero.
Outros bons papéis a aguardavam, mas Bancroft havia, sem dúvida, alcançado o seu apogeu.
Tradução: Danilo Fonseca
Retirado do site

A última Mulher-gato que vimos no cinema foi o fracasso do ano passado. Mas essa personagem, não é de hoje que faz sucesso tanto entre os aficionados em quadrinhos quanto em cinema.
Essa personagem foi criada na década de 40 por Bob Kane e Bill Finger, seu nome, Selina Kyle, uma golpista que se disfarçava e entrava na festa para roubar. Ela é uma vilã, mas que carrega a sensualidade e o jeito meloso de um gato, causando uma confusão de sentimentos (até mesmo no Batman). Na década de 50, os moralistas americanos proibiram desenhos que tivessem apelo sexual, e a vilã foi esquecida durante algum tempo, até ressurgir estonteante na série de tv Batman. Depois disso ninguém segurou o seu sucesso. Sua primeira intérprete, Julie Newmar, aquela considerada por muitos a melhor até hoje, trazia-a charmosa , sexy e astuta. Sua interpretação era quase uma dança, e ela não parecia andar, mas deslizar.
Quando a série foi para as telas do cinema, Julie não pôde interpretar, e Lee Meriwether (ex Miss América) a interpretou nas telas. Sua Mulher-gato era diferente da interpretada anteriormente, esta trazia uma interpretação mais correta, com a personagem ainda sensual, mas sem o boom da Julie. Quando esta resolveu sair da série, Eartha Kitt foi a opção dos estúdios. No início, a escolha de uma atriz negra para o papel da felina causou espanto, mas as pessoas passaram a gostar do modo que ela interpretava: com Eartha a personagem tornava-se mais passional e violenta.
A série terminou, e somente em 1992, com Michelle Pfeiffer, ressurgiu nos cinemas. Dessa vez ela era uma pessoa ambígua, que parecia não entender o que acontecia (quase uma louca).
Bem, a última aparição no cinema, como já citamos, foi por Harry Berry. Triste fim para a Mulher-gato.




Qal foi a melhor???