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No dia 30 de setembro fazem 50 anos que o maior ícone que a juventude conheceu, se foi. Tinha 24 anos, era desconhecido do grande público e possuía muitas paixões, das quais, só foram reveladas anos após a sua morte.
Jimmy teve seu nome em grandes manchetes nos principais jornais da época. Seu Porsche Spyder havia colidido em outro veículo nas estradas da Califórnia. O carro virou carcaça na hora, e Jimmy, quebrou o pescoço, chegando morto ao hospital.
Foram somente três filmes. Três e uma lenda. Antes de morrer, somente um deles havia chegado ao grande público: “Vidas amargas”. Em novembro estrearia seu novo filme “Juventude Transviada”, e ele terminava as gravações ao lado da Liz Taylor, de “Assim caminha a humanidade”.
Imaginam a confusão que era amar um ídolo recentemente morto? Foi o que aconteceu ele. Revistas tinham ele como principal matéria, e os cinemas lotavam com seus filmes, numa relação quase mórbida de seus novos fãs. Quer maior ícone do que aquele que morre como apregoa nas telas?
É, mas de todos, ele é o único que permanece jovem. Esquecemos o jovem Marlon Brando, também ícone, e nos apegamos a sua carreira futura. Com Jimmy não. Ele ficou congelado no tempo. Tão vivo quanto se estivesse ao nosso lado agora.
Vale a pena conferir:
Especial do uol sobre os 50 anos sem James Dean
Eu assisto a muitos filmes. Bons, ruins, comédias, musicais, dramas, romances. Muitos. Não tenho muita pretensão ao ver um. Não assisto cada cena em busca de um detalhe que possa manchar a interpretação, ou uma falha. Assisto muitos filmes pela metade também. O sono bate (e ele é essencial para mim) e não importa de quem seja, durmo mesmo. Cinema para mim é prazer.
Ontem eu vi "Billy Elliot", um filme que já passou milhares de vezes na A&E, e que algumas dessas eu vi pedaços. Mas como não estava com sono, nem com fome, vi até o final. E, puxa. Como me emocionei. Não sou de me emocionar em filmes, mesmo os que eu amo, e que me arrepiam, poucos me fazem chorar. Esse fez. Conta a história de um menino de 11 anos, que vive numa cidade do interior da Inglaterra, de família pobre. Seu pai e seu irmão são sindicalistas e extremamente machões. Billy faz boxe, para agradar ao pai, mas ao ver uma aula de balé, apaixona-se pela dança. E a sua maior luta não é contra seu pai, ou contra as pessoas que o discriminam, a sua verdadeira luta é para assumir a si próprio. E ir em busca de seu sonho. Quando chorei? Quando seu pai entende isso. E quando ele (o pai) abre mão de seus próprios ideais para que Billy conquiste o seu.
Enfim, um filme para ver e refletir sobre nossa vida mesmo.
Título Original:
Billy Elliot


A série de Andy Hardy foi uma das mais populares da década de 30. Foram no total 16 filmes, no período de 1937 a 58. Com ela, Mickey Rooney, o astro principal, alcançou o estrelato absoluto e o maior salário do estúdio. A série lançou atrizes adolescentes que mais tarde fariam sucesso, como Judy Garland, Ann Rutherford, Lana Turner, Kathyrin Grayson e June Preissier, entre outros. A série levantou os cofres da MGM, salvando-a diversas vezes das baixas audiências.
Em geral eram histórias bobinhas, baseadas nas experiências de Andy (Rooney), da adolescência a vida adulta. Andy, filho do juiz Hardy acaba sempre metendo-se em confusões, embora tenha boas intenções, afinal. Na verdade o Andy, de tão correto chega a ser chato (o seu pai é seu melhor amigo, sua irmãzinha e namoradas merecem todo o respeito, e ele é incapaz de levantar da cama sem arruma-la). Hoje é difícil entender o que atraía o povo para assisti-lo. Andy era o filho perfeito, o namorado fiel, o irmão camarada, e tremendamente feio, embora passem toda a série dizendo o contrário (sua mãe chega a comentar em um episodio que a filha um dia irá encontrar um homem lindo e perfeito como seu Andy).
Com o tempo, o público foi saturando a série, e ela já não fazia mais tanto sucesso. Mickey Rooney acabou sendo esquecido pela mídia, embora ainda tenha feito alguns filmes com Judy Garland (os dois tinham muita química nos palcos e foram amigos até a morte dela).
Eu, como amante de tudo que é velho, simpatizo com a série, embora ela tenha envelhecido para os padrões modernos.
Andy Hardy Series
MGM – 1937 a 58
Elenco: Lewis Stone [Juiz Hardy], Mickey Rooney [Andy Hardy], Cecilia Parker [Marian Hardy], Ann Rutherford [Polly Benedict], Fay Holden [Mrs. Emily Hardy], Sara Haden [Aunt Milly], Don Castle [Dennis Hunt]
Episódios comentados:
Love Finds Andy Hardy (1938)
Andy Hardy Meets Debutante (1940)
Life Begins for Andy Hardy (1941)







William Desmond Taylor iniciou a carreira como ator, mas quando testou ficar atrás da câmeras reconheceu que era bem melhor. Pouco tempo depois era considerado um dos maiores diretores da época, tornando-se presidente da Associação de Diretores, e trabalhando para a Paramount.
William tinha fama de bom moço, e envolveu-se com Mabel Normand, que era uma atriz que gozava de grande fama, graças aos curtas de Mack Sennet, em que ela fazia a atrapalhada mocinha, sempre metida em enrascadas.
Um pouco depois, William conheceu a bela Mary Miles Minter, na época com 17 anos, que entrou na Paramount, como uma grande esperança de substituir Mary Pickford, já que as mesmas tinham o mesmo apelo virginal. Acontece que ela se apaixonou pelo grande diretor, e ele, dizem, nutria por ela um amor quase paternal, já que tinha idade de ser o seu avô. Acontece que Mary tinha uma mãe digna de madrasta de contos de fadas, que, receosa de perder sua galinha dos ovos de ouro, quis impedir o romance.
O fato é que, em 22 de fevereiro o corpo de Desmond foi encontrado com uma bala nas costas. A polícia quando chegou no local encontrou vários executivos da Paramount “tirando” e queimando papéis, fotos ou qualquer coisa suspeita. Foram encontradas roupas íntimas de Mary miles Minter e fotos pornográficas de atrizes da época. Mabel foi chamada a depor, mas liberada logo em seguida. A polícia determinou que ela era viciada em cocaína, mas não assassina.
Mary escreveu em seu diário que sua mãe matou Desmond. Bem, se ela matou ou não, se contratou alguém para fazer o serviço não se sabe. O que se sabe é que sua filha lhe deu o álibi que ela necessitava. Informou a policia que as duas encontravam-se em casa no momento do assassinato, e que lá permaneceram.
E se os executivos de Hollywood ao invés de “queimar” provas estivessem colocando falsas provas?
O resultado disso tudo foi o fim da carreira promissora de Mary Miles Minter, que não conseguiu renovar seu contrato com a Paramount.
A outra vítima foi Mabel, que não foi em momento algum colocada entre as suspeitas, mas teve seu vício levado ao público e depois disso nunca mais conseguiu se recompor, morrendo esquecida.
O caso permanece sem solução. Principalmente agora. Que ninguém daquela época pode esclarecer.







Vivien Leight.