Purviance, Chaplin, cinema e solidão
 

O filme

Chaplin faz dessa vez dois personagens: o judeu e o ditador. Que são idênticos. O judeu é um ex combatente da primeira guerra, elo tempo à sua vida normal depois de ficar um belo tempo internado em um hospital. Enquanto ele estava internado, muitos acontecimentos mudaram os rumos do mundo: o partido de Adenoide Hynkel toma o poder e faz discursos inflamados, assustando a multidão.

Nas ruas, os soldados invadem as casas dos judeus, agredindo-os, saqueando lojas e exaltando que os arianos são a raça superior. O pobre judeu sofre também por isso. Uma jovem pobre, Hannah, é maltratada, mas acaba socorrendo o judeu que acaba de chegar do hospital, onde esteve internado. A cena em que ela bate uma frigideira na cabeça de Chaplin tornou-se um bailado perfeito: tonto pelo golpe, ele sai "dançando" entre a calçada e a pista, com passos perfeitos.

A defesa acaba não adiantando muito, pois os soldados conseguem pega-lo e tentam inforca-lo. Ele só é salvo porque um dos chefes o conhece da guerra, pois foram colegas.

Em outro plano, Hynkel prepara o grande golpe. Depois de uma grande discussão, Hynkel condena os judeus, e as pessoas começam a se esconder. Hannah e seus amigos fogem para Austerlich, onde encontram uma paz transitória. Hynkel tenta acordo com Napaloni (outro ditador). A competição entre os dois torna-se outro ponto chave para o filme, com um sempre querendo ser melhor que o outro. A guerra continua, e enquanto isso Hynkel vai caçar patos. Acaba sendo confundido com um judeu e é preso, depois de levar uns tapas. O pequeno barbeiro, por sua vez, é confundido com o ditador, e caminha para fazer o seu discurso. ao invés de ouvirem o discurso inflamado do antigo ditador, o que houve é uma exaltação à paz.

Curiosidades

- Esse foi o primeiro filme totalmente falado de Chaplin.

- O discurso (conhecido como o último), dura 6 minutos ininterruptos.

- O filme foi um problema para Chaplin do início ao fim. Se sua relação com os Estados Unidos já estavam abaladas, com o filme ficaram insuportáveis. Ele foi proibido em diversos locais. Hitler também proibiu em seu país (embora dizem que ele chegou a assistir e a gostar do filme).

- Chaplin também foi acusado de plágio, por Konrad Bercovici, que dizia que o filme era seu. Entrou na justiça exigindo muito dinheiro. No final, Chaplin pagou 95.000 dólares para que fosse tirada a queixa, embora negasse até o final que não tinha copiado nada de ninguém.

- Segundo Chaplin, em suas memórias, o acordo foi proposto pelo próprio juiz, que solicitou às partes que entrassem em um acordo pois ele não poderia demorar-se. Será verdade de Chaplin? Isso fortalece a crença de que Bercovici realmente tenha algo a ver com as idéias do filme.

- Recentemente foram encontradas cópias de um filme caseiro feito pelo irmão de Chaplin, Sydney. Nas cópias aparecem vislumbres de cenas, bastidores e testes. Tudo colorido. Estava em malas velhas, no porão da mansão da Suiça.

- Esse filme foi indicado para Melhor Ator, Melhor Música, Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro Original. Associação dos Críticos de Nova York 1940 - Vencedor de Melhor Ator.

- Chaplin arrependeu-se de ter feito O grande ditador. Ele falou que se soubesse o que tinha acontecido de verdade nos campos de concentração, não teria brincado com um tema tão sério.

- Hannah foi uma homenagem à sua mãe, que tinha o mesmo nome. Era uma apologia à mulher lutadora.

 



Escrito por Carla Anjos às 21h01
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  Separadas no nascimento...



Escrito por Carla Anjos às 08h40
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  Exposição “Carmen Miranda Para Sempre”

Quem é Carmen: 1:54 de altura, a maior embaixatriz da arte brasileira de todos os tempos, 322 músicas gravadas em 10 anos, filmes no Brasil e em Hollywood, peças na Broadway, morte aos 46 anos, levando milhares ao seu enterro.

O que o visitante verá:
Uma retrospectiva da vida de Carmen, com mais de 700 peças, entre roupas de shows, partituras, gravações de discos, jóias, artigos de jornais e revistas, fotos. Muitas inéditas.

Destaque: a série feita pela fotógrafa Annemarie Heinrich, alemã radicada em Buenos Aires que conheceu Carmen durante a primeira temporada de shows da cantora na cidade, em 1931.

Divisão: em dois grandes núcleos: Brasil e Estados Unidos. No brasileiro, percebe-se a influência de certos personagens na carreira da atriz, como a irmã Aurora e o Bando da Lua. No mesmo núcleo, imagens de lugares freqüentados por Carmen recriarão o Rio de Janeiro dos anos 1930. Na seção americana, as atenções se voltam para as produções em Hollywood e na Broadway, como Uma Noite no Rio, de 1941, com ela e Don Ameche.

Ficha técnica:
Realização: Fundação Memorial da América Latina
Idealização e Coordenação: CMG Worldwide do Brasil
Curadoria: Fabiano Canosa
Consultoria e textos: Ruy Castro
Direção de arte e Cenografia: Cláudio Amaral Peixoto e Cláudio Fernandes
Produção: Clan Design
Patrocínio: Vivo / Petrobrás / CSN
Apoio: Museu Carmen Miranda (Funarj) / Ministério da Cultura (FUNARTE)

Serviço:
Carmen Miranda para Sempre
8 de março a 16 de abril de 2006.
Local: Galeria Marta Traba – Fundação Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
Horário: de terça a sexta, das 9h às 20h, e sábados e domingos, das 9h às 18h.
Entrada Franca

Maiores informações

Site do Renato Queiroz, com uma ótima entrevista com o Ruy Castro



Escrito por Carla Anjos às 16h50
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  Um vulcão coberto de neve

           

Quem olha para a doce Grace Kelly nem imagina o que essa garota já aprontou. Segundo o livro “A vida sexual dos Ídolos de Hollywood”, de Nigel Cawthorne, sua vida sentimental foi, no mínimo, bem movimentada. Com a imagem de uma mulher aristocrática, com tez suave e modos de princesa (mesmo antes de se tornar uma), ela se firmou

em Hollywood. Era conhecido do meio o fato de que ela conseguiu muitos papéis através do “teste da cama”. Hedda Hopper chegou a intitulá-la como “ninfomaníaca”.

            Nascida em berço de ouro, graças ao trabalho de seu pai, um irlandês que trabalhou duro toda a vida. Aos 15 anos sua beleza já chamava a atenção e já recebia pedidos de casamentos. Segundo Grace, perdeu a virgindade por acaso: “Fui a casa de uma amiga e ela tinha saído. Fiquei conversando com o seu marido e acabamos na cama”.

           
Depois de ir para Nova York, para fazer teatro, começou a se envolver com pessoas do meio. Teve um caso com Alexandre D’Arcy, que tinha o dobro da idade dela. Segundo D’Arcy, era uma mulher muito fogosa, bastando só toca-la para incendia-la. Na mesma época, iniciou um romance com seu professor, Don Richardson, judeu e divorciado (fato que a família dela não aprovava). Ele teria dito que foi a garota mais linda que ele já viu nua. O próximo da lista foio do Irã Aly Khan.

O primeiro artista com quem ela teve um caso foi Gary Cooper (bem conhecido com um garanhão). Seguiram-se Clark Gable (por quem ela se apaixonou perdidamente, enquanto que para ele, ela era só mais um flerte), Ray Milland (com quem contracenou em “Disque M para Matar”, casado), Bing Crosby (que vivia à época com problemas co sua esposa doente), William Holden (que fez com ela As pontes do Toko-Ri), Oleg Cassini (famosíssimo estilista), dentre outros.

            Em 1955 conheceu e casou-se com o príncipe Rainier. Seus pais a princípio foram contra o matrimônio, mas concordaram ao ver o charme do Principado de Mônaco. Para o casamento, foram feitos exames de fertilidade. Ela explicou ao médico que o hímen havia sido cortado em um jogo de hóquei. O casamento (de verdade) durou poucos anos, e ela logo se mudou para um local mais confortável onde pudesse criar seus herdeiros. Foi uma boa mãe. E estava disponível para novos romances. Cary Grant foi um deles. Mas a vida após Rainier merece um outro capítulo. Muito mais extenso. Que merecem outro capítulo a parte.


Escrito por Carla Anjos às 22h15
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  Atrizes que envelheceram bonitas

Há algum tempo atrás postamos na comunidade Cinema Clássico um tópico sobre as atrizes que envelheceram bonitas. As citadas foram as seguintes * CLIQUE NO NOME DE CADA UMA PARA ABRIR UMA JANELA *

Audrey Hepburn (1929-1993)
Candice Bergen (1946)
Catherine Deneuve (1943)
Claudia Cardinale (1938)
Cyd Charisse (1921)
Debbie Reynolds (1932)
Jane Fonda (1937)
Jessica Lange (1949)
Julie Andrews (1935)
Lauren Bacall (1924)
Olivia de Havilland (1913)




Escrito por Carla Anjos às 17h11
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  Alguns filmes sobre piratas de 1924 a 1953.

 

Alguns filmes sobre piratas de 1924 a 1953.

Peter Pan (1924)

Betty Bronson, Ernest Torrence, Cyril Chadwick, Virginia Brown, Faire Bell, Anna May Wong, Esther Ralston e George Ali.

Essa foi a primeira adaptação cinematográfica de Peter Pan.

Captain Blood (1935)

Errol Flynn, Olivia de Havilland, Lionel Atwill, Basil Rathbone, Ross Alexander, Guy Kibbee, Henry Stephenson, Robert Barrat, Hobart Cavanaugh, Donald Meek, Jessie Ralph, Forrester Harvey, Frank McGlynn Sr., Holmes Herbert, David Torrence

Um inglês é injustamente banido para a Jamaisca, mas consegue escapar com um barco. Torna-se um conhecido pirata, o capitão Blood.

The Sea Hawk (1940)

Errol Flynn, Brenda Marshall, Claude Rains, Donald Crisp, Flora Robson, Alan Hale, Henry Daniell, Una O’Connor, James Stephenson, Gilbert Roland, William Lundigan, Julien Mitchell, Montagu Love, J.M. Kerrigan, David Bruce

Um pirata espanhol trama um plano para acabar com os abusos no reino da rainha Isabel I, da inglaterra. No meio da trama, acaba se apaixonando.

The Black Swan (1942)

Tyrone Power, Maureen O’Hara, Laird Cregar, Thomas Mitchell, George Sanders, Anthony Quinn, George Zucco, Edward Ashley, Fortunio Bonanova

Um famoso pirata, Henry Morgan pede ajuda aos seus velhos companheiros, para limpar os mares da Jamaica dos bandidos.

Reap the Wild Wind (1942)

Ray Milland, John Wayne, Paulette Goddard, Raymond Massey, Robert Preston, Lynne Overman, Susan Hayward, Charles Bickford, Walter Hampden, Louise Beavers, Martha O’Driscoll, Elisabeth Risdon, Hedda Hopper, Victor Kilian, Oscar Polk

O tráfico de mercadorias na costa da América era feito através de navios. Os arrecifes dificultavam a vida dos piratas.

Captain Kidd (1945)

Randolph Scott, Barbara Britton, Charles Laughton, Reginald Owen, John Carradine, Gilbert Roland, John Qualen, Sheldon Leonard and Henry Daniell

O capitão Kidd (um antigo pirata), em 1689 se encontra em boa situação econômica em Londres. Até que é chamado para realizar um expedição à Madagascar e Índia para desenterrar um grande tesouro.

The Spanish Main (1945)

Maureen O’Hara, Paul Henreid, Walter Slezak, Binnie Barnes, John Emery, Barton MacLane, J.M. Kerrigan, Fritz Leiber, Nancy Gates, Jack La Rue, Mike Mazurki, Ian Keith, Curt Bois, Antonio Moreno

O capitão holandês Laurent Van Horn, chega à Espanha. Ao chegar, Don Juan de Alvarado ordena que o matem. Ele consegue escapar, e transforma-se em um pirata. Como vingança, seqüestra a noiva de Don Juan, mas acaba se casando com ela.

His Majesty O’Keefe (1953)

Burt Lancaster, Joan Rice, André Morell, Abraham Sofaer, Archie Savage, Benson Fong, Teresa Prendergast, Lloyd Berrell, Charles Horvath, Philip Ahn, Guy Doleman, Grant Taylor, Alexander Archdale, Harvey Adams

Um aventureiro é abandonado em um bote à deriva, depois de um motim. Acorda sem memória e faz amizade com um curandeiro e um comerciante.

 



Escrito por Carla Anjos às 11h15
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