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Cinco dias separam as mortes de Shelley Winters e Anthony Franciosa que, em certa época, viveram uma intensa paixão...
Shelley Winters morreu aos 85 anos em 14 de janeiro de 2006, em um hospital de Los Angeles. Perto dali, em 19 de janeiro, faleceu Anthony Franciosa. Ela, uma atriz consagrada, ele um ator algo esquecido. Em comum, uma intensa relação amorosa em meados da década de 1950. Vi de perto esse romance. Antes disso, já tinha conhecido Shelley, uma das atrizes mais espontâneas com quem conversei em Hollywood. Sempre transmitia uma imensa alegria de viver e jamais dissimulava o seu temperamento amoroso. A primeira vez que a entrevistei, estava casada com Vittorio Gassman, talvez um dos mais belos atores do cinema italiano.
Foi em 1952 nos estúdios da Universal quando filmava Ao Compasso da Vida. De maneira simpática me pediu para ajudá-la a retocar as unhas. Atendi. Nesse papo bem-humorado, fez referência ao fogo dos homens latinos. Shelley ainda era esbelta, tinha aquele corpo provocante. Já Anthony Franciosa, entrevistei em 1955 quando ele dava seus primeiros passos em Hollywood. Vinha do teatro de Nova York. Era oito anos mais jovem que Shelley. Amável, disse que estava noivo da atriz. Uma maneira elegante, equivalente ao "estou ficando" de hoje. Nem poderia usar outras palavras, pois ainda estava legalmente casado com a sua primeira mulher.
O matrimônio com Shelley aconteceu em 4 de janeiro de 1957. No ano seguinte, eu a entrevistei na Fox quando filmava O Diário de Anne Frank. Sempre bem-humorada, afirmou ter engordado bastante para dar mais realismo à sua personagem, Petronella Van Dan, mãe do rapaz interpretado por Richard Beymer. Mas pretendia emagrecer depois. O esforço lhe valeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Porém, nunca mais voltou à antiga forma. Ficou mais matrona. E o matrimônio também acabou ao descobrir que Franciosa a traiu com Lauren Bacall, então viúva de Humphrey Bogart. Na época da separação, muitos afirmaram que Franciosa havia sido interesseiro, uniu-se a Shelley apenas por carreirismo. Não acredito, ele era um ator respeitado e politizado. E embora tenha se casado depois mais duas vezes, parece que nunca a deixou de amar. Por sua vez, Shelley teve vários amores, mas só se casou com o seu último companheiro, Gerry DeFord, em 13 de janeiro de 2006, um dia antes de morrer. Cinco dias depois, porém, o falecimento de Franciosa, aos 77 anos, dá a impressão de que o amor dos dois foi além da vida, como muitos acreditam.
Por: Dulce Damasceno de Brito Publicado em: 03/2006 – Revista SET edição 225
Feliz natal para vc tb!
Nascimento: 1992 no Canadá.
Nome verdadeiro: Gladys Louise SmithCinema: Estreou em 1909. Em 1918 já era uma das mulheres mais poderosas e influentes do cinema. Sua baixa estatura e aparência jovial renderam-lhe papéis de angelicais e infantis. Aos 27 fez satisfatoriamente Pollyanna, uma órfã de 10 anos.
Foi considerada a primeira namoradinha da América.
Fundou com Charles Chaplin, D.W. Griffth e Douglas Fairbanks a United Artists.
Apesar de fazer papéis de menina quase que pela sua vida cinematográfica inteira, foi com Coquette (um filme em que ela aparecia sem seus habituais e castos cachos) que ela ganhou um Oscar.
Ajudou a fundar e dar fama ao mais famoso bairro dos EUA, a Bervely Hills. Lá ela construiu a famosa mansão, Pickfair (junção do seu nome com o de Fairbanks, seu segundo marido).
Ela foi uma das mulheres mais ricas dos EUA e possuidora de uma enorme coleção de jóias.
Foram mais de 200 filmes, a maior parte mudos.
Casou-se três vezes: Owen Moore (a quem teve que pagar para lhe dar a separação), Douglas Fairbanks (com quem formou o primeiro dos grandes casais Hollywoodiano e com quem ficou casada por 18 anos) e Buddy Rogers (músico e ator, com quem viveu até sua morte, em 1979).
Teve dois filhos adotivos: Roxanne e Ronald Charles.
Ela e Chaplin brigaram na época em que os dois eram sócios e nunca mais se falaram. Quando ela estava já adoentada e perto de morrer, Chaplin quis lhe fazer uma visita, para fazer as pazes. A resposta foi um sonoro não, acompanhado de palavrões diversos.
Mary morreu aos 87 anos, de hemorragia cerebral.
Video de seu casamento com Buddy:
Peter Sydney Ernest Aylen nasceu em 1923, em Londres, filho de um militar da 1ª Guerra mundial. Seus primeiros estudos foram em Paris e aos 7 anos apareceu no cinema pela primeira vez, no filme Poor Old Bill. Sua mãe engravidou quando ainda namorava com seu pai, e por causa desse “escândalo”, sua família mudou-se para a América. Aos 13 estreou em Hollywood com o filme Lord Jeff, em que dividia a cena com outros 5 garotos. Convidado para fazer parte do cast da MGM, começou a ter problemas com sua mãe: ela entrou em contato com L.B. Mayer e informou que o filho era homossexual e que precisava de atenção especial dela, como mãe. Pediu um salário para si, o que lhe foi negado. Peter, depois de tal caso, nunca mais reatou o relacionamento com ela.
Depois de afastar-se temporariamente do cinema, retornou em 1940, com White Cliffs of sover, e A Yank at Eton (com Mickey Rooney e Freddie Bartholomew). Especializou-se em comédias românticas e musicais. E foram diversos filmes musicais, como Ziegfeld Follies, Easter Parade (tendo como companhia Judy Garland e Fred Astaire) , Good News (com June Allyson) e Royal Wedding, dentre outros.
Casou-se 4 vezes, a primeira com Patrícia Kennedy (irmã de John, com quem teve quatro filhos), Mary Rowan (uma bailarina), Deboreah Gould e Patricia Seaton. Namorou ainda Ava Gardner (romance que minou a amizade entre ele e Frank Sinatra), Rita Hayworth, Lana Turner e Marilyn Monroe (foi para ele que ela fez sua ultima ligação, ele também ajudava em sua relação com John Kennedy).
Foram mais de 60 filmes. Peter morreu aos 61 anos, no natal de 1984, de insuficiência cardíaca, decorrentes também de uma vida desenfreada de drogas e álcool.
A Voz nasceu sob o nome de Francis Albert Sinatra, em dezembro de 1915, em New Jersey, filho de um bombeiro. Não houve treinamento vocal, mas Frank desenvolveu um estilo de cantar jamais igualado. Ainda na infância, conheceu aquela que seria sua primeira esposa: Nancy Barbato. Tiveram três filhos: Nancy, Junior e Tina. Mas a mulher de sua vida, sem sombra de dúvida foi Ava Gardner. Foi com ela que ele viveu momentos de amor e ódio, e depois amizade, até o final dos dias dela. Frank casou-se mais duas vezes, com Mia Farrow e com Bárbara B. Marx. As mulheres e a bebida foram uma constante na vida deste boêmio, assim como os comentários sobre seu envolvimento com a máfia (que teria ajudado, inclusive a ganhar alguns papéis no cinema).
Um dos pontos altos de sua carreira foi a série de encontros com Dean Martin, Sammy Davis Jr. E Peter Lawford. O quarteto fez sucesso com shows que combinavam humor, bebidas e assuntos picantes. Eles faziam do palco uma recreação, e o público devolvia com boas risadas. Após os espetáculos havia a noitada do Frank, regada a mais bebida e mulheres. Grupos seletos de artistas e poderosos acompanhavam até o dia seguinte. Outro ponto alto para Frank foi a amizade com o presidente John Kennedy. Para o garoto pobre de New Jersey conhecer o presidente dos EUA era o maior acontecimento de sua vida. Frank deu total apoio a Kennedy em suas eleições, mas ficou decepcionado porque Sammy Davis Jr., por ser negro, não foi convidado para a festa de eleição. Dean Martin iria mais longe: negou-se a participar da festa por ter um amigo barrado.
Frank podia até não ser um grande ator, mas tinha um carisma e graça que poucos tinham. Tinha seu público na mão. Foram duas estrelas na calçada da fama, considerado o maior cantores de século 20, teve seu próprio Show na TV,. Recebendo também vários prêmios como ator, de Globo de Ouro (A um passo da eternidade), Premio Cecil de Mille, entre outros, além de diversos Grammy de musica. Frank morreu aos 82 anos de idade, em maio de 1998, de problemas cardíacos e câncer.
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